Trilhas da Cena

Silvia Machado

Corpos Velhos, para que servem?

No espetáculo, cada bailarino traz seus gestos e movimentos enriquecidos por erros que se tornaram parte essencial do conhecimento. A performance oferece um diálogo não verbal e improvisado, carregado de memórias e histórias dos pioneiros da dança cênica, com mais de meio século de trajetórias individuais. Ao elevar esses corpos ao status de protagonistas, o trabalho revela a transversalidade e a urgência das questões relacionadas ao envelhecimento na sociedade. Além disso, celebra a continuidade da prática artística como um ato de resistência política, poética e subversiva, destacando a importância da arte em todas as fases da vida.

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Por ti, Portinari

“Por ti, Portinari é uma declaração de amor à obra de Portinari e à sua forma de ver o mundo. Será uma viagem pelas suas obras como reconhecimento de seu caminho em busca de sua essência, partindo da grande obra “Guerra e Paz” para traçar um caminho afetivo sobre esse retorno a nossa infância, que passará por obras como “Os retirantes” e “Os espantalhos” até chegar a seus “Meninos no Balanço”, “Meninos Soltando Pipas” e “Palhacinhos na Gangorra”.

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foto: Silvia Machado

Solos de Rua

“Solos de Rua” inspira-se no texto manifesto “As Embalagens”, de Tadeusz Kantor. Trata-se de um jogo coreográfico no qual as bailarinas e a lona se afetam mutuamente em espaços públicos de grande circulação, misturando-se à paisagem local. Não é possível saber, ao certo, o que emerge de dentro da multidão. O que se sabe é que, de vez em quando, não convém permanecer em silêncio, pois é urgente mover,dobrar(-se), friccionar, atar, ocultar, revelar, desviar, dizer e não apaziguar. Criado a partir da performance solo de Luciana Bortoletto “Solo de Rua”, de 2012 e contemplado com o prêmio Denilto Gomes/ 2013, em 2016 foi recriado dentro do projeto Vir-a-Ser, para manutenção de pesquisa, contemplado pela XX Edição do Edital de Fomento à Dança da cidade de São Paulo.

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O Lago dos Cisnes

O Lago dos Cisnes é um balé com música especialmente composta por Tchaikovsky que estreou em 1877 no Teatro Bolshoi, mas somente em 1895, com nova coreografia de Marius Petipa e Lev Ivanov, para o teatro Mariinsky, em São Petersburgo, se tornou um enorme sucesso. O Lago dos Cisnes da São Paulo Companhia de Dança é feito sob medida para os artistas da casa. A coreografia de Mario Galizzi dialoga com a tradição e se renova nas relações dos personagens, no detalhe das pantomimas, nos desenhos das cenas, em sintonia fina com a música emblemática de Tchaikovsky e coloca todos os artistas em cena.

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A poética dos encontros

A exposição virtual “A Poética dos Encontros” idealizada por Uxa Xavier, Diretora do grupo Lagartixa na Janela, é dedicada a compartilhar os conteúdos dos encontros realizados para e com crianças do curso livre da Escola de Dança de São Paulo e com crianças deficientes visuais do Instituto de Cegos Padre Chico. A ideia de realizar encontros com dois públicos distintos em seus contextos socioculturais teve como objetivo potencializar e agir nas antiestruturas, assim como propõe Victor Tuner, importante antropólogo estudioso da performance:

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Rotatória

Um homem chega sozinho numa rotatória.
A rotatória para ele simboliza o mundo e nela, ele construirá um universo abstrato com ossos de animais de tamanhos desproporcionais.
Sua relação com estes objetos será o mote de desenvolvimento da performance, inspirado nas imagens do artista plástico Slinkachu no livro “Little People in The City”

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Liqueurs de Chair

“O corpo, lugar privilegiado dos fantasmas, possui em si todos os signos, esbanja uma infinidade de sentidos, deixa-se traduzir em vários níveis, ou ainda, como uma boneca “gigogne” que esconde um sentido dentro de outro. Em Liqueurs de Chair, o objetivo seria retirar do corpo um contentamento sensual e erótico a ponto de levá-lo aos limites do desequilíbrio dos sentidos. “Angelin Preljocaj

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