Trilhas da Cena

Em circulação

Manifesto Transpofágico

Manifesto Transpofágico é um espetáculo teatral solo de Renata Carvalho que ressignifica o Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade sob perspectiva transgênero. Mesclando autobiografia, ficção e intervenção política, a montagem utiliza projeções, cenografia minimalista e trilha eletrônica para explorar corpos em constante transformação. Desde 2019, circula por festivais nacionais e internacionais.

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Ocupação Noite das Estrelas

A Noite das Estrelas é uma ocupação artística que celebra a memória LGBTQIAPN+ nas favelas da Maré, Rio de Janeiro. Nascida de shows que Ney e Menga organizaram nos anos 1980, a ocupação contemporânea, dirigida pela Entidade Maré, estreiou em 2023 como espetáculo multifacetado: apresentação, filme, fotografia e experiência imersiva. Protagonizada por artistas negros da Maré, reafirma histórias de resistência e celebração da comunidade.

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Ana e Tadeu

Ana e Tadeu tinham 15 anos de casamento, mais um filho, o menino Jorge. A violência urbana desencadeou uma sucessão de acontecimentos que mudaram irreversivelmente a vida e a subjetividade dessas personagens. Com o casamento arruinado, Tadeu volta para pegar suas coisas e levar sua mudança. Contudo, encontra a casa cercada por um tiroteio. Confinados, Ana e Tadeu aparam as últimas arestas de uma relação cercada por afeto, dor e pela própria violência que os atravessa e os limita.

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As pequenas coisas

Três mulheres de gerações diferentes se cruzam em As pequenas coisas, uma peça que aborda com humor e acidez a solidão, raça, gênero e etarismo. Ambientada em um encontro inusitado, a trama revela um universo feminino complexo, onde a solidariedade e pequenos gestos apaziguam tormentos, levando a uma profunda transformação e autodescoberta. Uma jornada de reencontro consigo e com o outro.

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Uma mulher e um adolescente estão juntos contra um fundo escuro. A mulher tem o braço em volta do ombro do menino. Ambos têm expressões sérias e cabelos escuros. Foto: Ana Alexandrino

Por que não cantando?

Por que não cantando explora as complexas dinâmicas de aceitação, amor e preconceito dentro de uma família LGBTQIA+. A peça acompanha a história de uma mãe lésbica que, apesar de ter enfrentado discriminação e rejeição ao se assumir, se vê reproduzindo com seu filho trans os mesmos julgamentos que sofreu no passado. No momento em que o garoto está em uma fase decisiva de sua transição de gênero, mãe e filho enfrentam um turbilhão de emoções, confrontando tabus, traumas familiares e preconceitos internalizados. Entre tensões, diálogos cortantes e momentos de profunda reflexão, Por que não cantando revela como o respeito verdadeiro pode ser tão desafiador quanto libertador, trazendo à tona questões universais sobre identidade, afeto e o que significa realmente apoiar a quem amamos.

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Vinte!

Vinte! é uma reivindicação ficcional da memória dos movimentos artísticos negros dos anos 1920 no Brasil. A partir de uma crítica à peça Tudo Preto (1926), da Companhia Negra de Revistas, a obra constrói uma relação poética com a cidade do Rio, com as artes e com o tempo, sob uma perspectiva afro-contemporânea.

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Três idosos negros estão sentados e em pé em um local pouco iluminado. Uma pessoa segura uma câmera, outra está sentada de braços cruzados e uma terceira sorri. Uma pequena mesa com um jarro de vidro e uma garrafa está no centro. no canto direito da foto é possível ver uma quarta pessoa de costas, desfocada, que parece ter características semelhantes e estar olhando para os outros três. A logo do projeto O teatro e a democracia brasileira aparece acima à esquerda. Foto: Noelia Nájera

Bom dia, Eternidade

Quatro irmãos idosos que sofreram um despejo quando crianças recebem a restituição do terreno após quase 60 anos e se encontram para decidir o que fazer. O tempo se embaralha em um jogo de cortinas e um mosaico de histórias reais e ficcionais é costurado no quintal da antiga casa acompanhado de um bom café e de um velho samba. Em cena, uma banda de quatro músicos, cada qual com mais de sessenta anos, em um jogo friccional com as narrativas dos atores/atriz d`O Bonde. Um espetáculo que descortina a realidade do passado olhando para o presente.

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Um homem sem camisa com músculos tonificados está em pé sob iluminação quente e suave em tronco. Ele se encontra de costas, com uma mão tocando a testa. A cena é pouco iluminada, contra um fundo escuro. Foto: Guto Muniz

Arqueologias do Futuro

ARQUEOLOGIAS DO FUTURO é uma performance-depoimento a partir de memórias – vividas e inventadas – da vida do performer Mauricio Lima no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, acompanhado de mais 30 vozes, se perguntando: o que o corpo fala? Quais corpos são vistos e ouvidos? Quem tem direito de narrar suas próprias histórias? Uma navalha, o Menino Amarelinho, as rotas de fuga, o Homem-bola e o corpo-museu são os “artefatos” recolhidos nessa arqueologia, formando um mosaico imagético-sonoro, político-poético, sampleando ficção e documento, apontando as potências de vida e o futuro, não o que há de vir, mas o que já é, de corpos vivos e em movimento.

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Um homem negro com barba segura uma lanterna, iluminando seu rosto e parte superior do corpo na escuridão. Ele está vestindo uma camisa de cor clara com pequenos rasgos, e aponta para a distância com a outra mão. Foto: Rodrigo Sambaqui

5 minutos

Um homem preso há 50 anos. Manuel. Operário. Poderia ser Manoel Fiel Filho, militante de base do PCB morto pela ditadura brasileira. Ou outro Manuel, chileno, personagem ficcional da canção de Victor Jara, Te recuerdo Amanda, sobre o amor de Amanda e Manuel. O preso registra os dias e tenta se lembrar do que passou. É atravessado por suas memórias, nossa história desconhecida. Uma voz que busca ser ouvida e repercute nas ruas ainda hoje.

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Um homem de camisa bege gesticula expressivamente no palco, com duas mulheres de pé ao fundo, sob iluminação fraca. Foto: Renato Mangolin

Língua

Uma mãe prepara a festa de aniversário para seu filho, um taxista surdo que cresceu rodeado de ouvintes. O encontro, que reúne um pequeno grupo de amigos do rapaz, revela os afetos, mas também os dilemas e a diferença cultural entre eles. Além disso, convida-nos a perceber como lidamos com a distância entre aquilo que se sente e a tentativa de dizê-lo.

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