Cuida bem de mim
Direção geral: Luiz Marfuz (BA)
Realização: Grupo de Teatro do Liceu de Artes Ofícios da Bahia
Estreia: 1996
- Sinopse
- Texto da curadoria
- Primeira versão - 1996
- Fotos (1ª versão)
- Equipe (1ª versão)
- Revista (1ª versão)
- Segunda versão - 2003
- Fotos (2ª versão)
- Equipe (2ª versão)
- Programas (2ª versão)
- Imprensa (2ª versão)
- Impressos (2ª versão)
- Vídeos
- Premiações
- Resultados
- Depoimentos
- Mediação teatral
- Livros e trabalhos acadêmicos
- O grupo
- Luiz Marfuz
Foto: Almir Bindilatti
Sinopse
Cuida Bem de Mim conta a história de uma escola pública que enfrenta as manifestações da violência expressas no conflito de dois grupos, que transformam a sala de aula em verdadeira batalha campal. Ao lado disso, ocorre uma história de amor entre dois adolescentes líderes de grupos rivais que, por um golpe de destino, se veem confrontados em suas escolhas de vida, desejos e significados afetivos e sociais. O romance acontece em um momento crítico, quando a atmosfera da violência contamina todo o ambiente, o que os obriga a refletirem sobre o papel da educação na vida de cada um.
Na 1ª versão (1996) a peça foi encenada por atores profissionais, entre eles Wagner Moura e Lázaro Ramos; na 2ª versão (2003), por jovens atores de escolas públicas.
Arte, educação e cidadania — entre as salas de aula e os teatros da Bahia
O espetáculo Cuida bem de mim, dirigido por Luiz Marfuz — em coautoria com Filinto Coelho, que estreou em 1996 na cidade de Salvador, tem a escola pública como centralidade, espaço de cena e nascedouro de todos os seus conflitos dramáticos. A trama se desenvolve de maneira quase shakespeareana: um amor proibido em meio ao conflito entre grupos rivais na escola. Mas, para além da intensidade adolescente — esquecemos, aliás, que Romeu e Julieta eram apenas adolescentes —, ou tomando-a como pretexto, o espetáculo materializa questões urgentes enfrentadas nas escolas públicas baianas nos anos 1990.
Com a cadeira escolar como símbolo de destruição e reconstrução coletiva do espaço escolar, temas como violência institucional, proibições ilegais de grêmios estudantis, ensino defasado e desvalorização da classe docente encontraram espaço na trama, que ganhou repercussão crítica e circulação nacional. Com um elenco profissional, que incluía Lázaro Ramos, Wagner Moura e Ana Paula Bouzas, a peça foi realizada em uma situação quase impensável, até mesmo nos dias atuais: os atores trabalhavam com carteira de trabalho assinada pelo Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.
Cuida bem de mim teve inúmeras versões e foi se transformando em um verdadeiro curso de formação para uma geração de profissionais de teatro. Essa afirmação não é exagerada se considerarmos a longevidade do projeto: 12 anos. Além disso, manteve-se apresentando nas escolas públicas, realizando atividades de mediação cultural antes e depois das apresentações, convocando e engajando a comunidade escolar num debate sobre cidadania e educação pública de qualidade — o que só foi possível graças à estrutura proporcionada pelo convênio entre a Secretaria de Educação da Bahia e o Liceu de Artes e Ofícios da Bahia sob a liderança de Luiz Marfuz.
Luiz Marfuz é Professor Doutor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), diretor teatral e dramaturgo de reconhecimento nacional e internacional, tanto por sua produção artística quanto teórica. Sua trajetória inclui a participação no teatro de militância durante seu bacharelado em Comunicação na época da ditadura militar e no movimento de teatro amador. Nos anos 70, fundou o grupo Carranca, com expressivo reconhecimento na cidade de Salvador, ao lado de artistas como Hilton Cobra, que viria a fundar a Cia. dos Comuns em 2001.
À revelia de uma trajetória artística e política à esquerda, Marfuz foi convidado pela Secretaria de Educação de um governo de centro-direita para trabalhar com alunos da rede pública. O objetivo inicial era criar uma peça que conscientizasse os estudantes sobre a depredação das escolas, da qual eram acusados pela “sociedade como um todo”. Mas, através das Oficinas Dramático-Pedagógicas, Marfuz rapidamente diagnosticou problemas muito mais profundos, que envolviam não apenas os alunos e suas famílias, mas também professores, diretores e o próprio sistema político representado pela Secretaria de Educação que financiava o projeto.
Guiado pelo desejo de investigar essas problemáticas e fomentar o engajamento sensível das escolas na busca de soluções, Marfuz negociou alternativas que emanciparam o projeto da sua demanda inicial, sem perder o suporte estrutural proporcionado pelo convênio com a Secretaria de Educação e o Liceu de Artes e Ofícios. Esse acordo permitiu a contratação de profissionais do teatro para colaborar na produção do espetáculo Cuida bem de mim e na formação dos estudantes, além de garantir o registro histórico de todo o processo laboratorial e pedagógico, das discussões realizadas depois das apresentações e da participação ativa das comunidades escolares.
Vale destacar que esse acervo, de uma quantidade sem fim de registros das oficinas, debates e apresentações em formatos audiovisuais, dos protocolos diários de trabalho e videotapes — aguardando recuperação e conversão — preserva o testemunho de toda a participação coletiva que não apenas estruturou a peça, mas também originou um projeto multidisciplinar que emergiu como resultado e demanda desse processo criativo.
Cuida bem de mim é um espetáculo-chave para compreender a mudança radical ocorrida no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia. A partir do engajamento das escolas públicas e suas comunidades, o Liceu foi gradativamente substituindo sua missão técnica e operária pela criatividade. Da execução do mobiliário ao seu design, o Liceu começou a proporcionar uma formação artística e política que foi cedendo protagonismo aos estudantes enquanto sua autonomia era desenvolvida. Com o tempo, o espaço passou a oferecer formação uma teatral completa, abrangendo todas as áreas da cadeia produtiva do teatro, com a participação de nomes do cenário profissional da cidade. Assim, os estudantes iam compondo os novos elencos das novas versões do espetáculo, na medida em que se graduavam no projeto.
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Uma prova do sucesso dessa empreitada é que parte considerável dos participantes seguiu para uma formação universitária em Artes Cênicas. Mas, com ou sem ensino superior, passaram a compor a classe profissional de teatro nos anos seguintes ou seguiram engajados no campo da cultura na dimensão institucional.
O projeto atravessou governos de centro-direita e centro-esquerda, o que, por si só, já é um feito considerável, especialmente quando levamos em conta a relação conturbada entre governo e oposição no que se refere a projetos socioculturais, no âmbito nacional e no contexto específico da Bahia. Além disso, recebeu aportes de verbas federais para a sua manutenção tanto do governo FHC quanto do governo Lula. Portanto, não seria um equívoco dizer que o amadurecimento político da comunidade escolar da rede pública de Salvador, vivida dentro do projeto, encontrou um terreno fecundo para entrada nos espaços universitários, parte importante da política de inclusão do primeiro governo Lula.
Quando lemos as críticas de Cuida bem de mim produzidas no período da sua circulação nacional, e percebemos o engajamento na formação profissional daqueles jovens, é interessante notar como Luiz Marfuz conseguiu equilibrar bem estes três pilares: o apuro técnico e estético que orientaria sua produção até os dias atuais, a ambição pedagógica presente desde o instante inicial do projeto, e a conscientização política que é evidente na trajetória do próprio diretor. Isso tudo sem abandonar a ideia de fomentar o protagonismo dos estudantes que, ao longo dos 12 anos, foram assumindo posições de liderança no projeto e participando da formação e do engajamento de novas gerações escolares.
Em 2008, a ONG do Liceu de Artes e Ofícios faliu por conta de uma dívida milionária, e o espetáculo/projeto artístico-pedagógico Cuida bem de mim, perdendo um de seus braços, precisou ser descontinuado. Desde então, Cuida bem de mim (o espetáculo teatral e o projeto) vem sendo estudado e referenciado em pesquisas acadêmicas e não acadêmicas. Sua ausência ainda é profundamente sentida na cidade. O livro mais recente publicado sobre o assunto é Do silêncio ao grito — O encenador-educador Luiz Marfuz e o espetáculo Cuida bem de mim de Paulo Henrique Alcantara, que mergulhou nos arquivos mantidos por Marfuz, para a escrita de sua dissertação de mestrado.
Um projeto tão longevo como Cuida bem de mim reitera a importância dos movimentos estudantis na construção de um pensamento cidadão e da própria ideia de democracia. Os mesmos estudantes secundaristas das escolas públicas de Salvador lideraram um movimento no ano de 2003, conhecido como A Revolta do Buzu, que tomou a cidade em manifestação contra o aumento da passagem de ônibus. Diante de uma rede fortalecida dos movimentos estudantis, seu impacto foi sentido na cidade, e sua repressão, violenta. Estamos falando de uma Salvador que tinha a Associação Brasileira de Estudantes Secundaristas (Abes) ativa.
Comumente, se relaciona a Revolta do Buzu às movimentações de junho de 2013, que, dentre mil camadas de complexidade, 10 anos depois, acabou próxima de uma nova ocupação dos secundaristas – dessa vez na cidade de São Paulo. esse movimento deu origem ao espetáculo Quando quebra queima, dirigido por Martha Kiss Perroni, que foi concebido dentro de uma das ocupações.
Quase 10 anos depois, em 2024, a educação pública brasileira sofreu um novo ataque com a sanção do Novo Ensino Médio. Mesmo com movimentações, críticas e manifestações contrárias importantes, o Novo Ensino Médio foi implementado no ano de 2025. O projeto, gestado no governo Temer, aprovado no governo Bolsonaro e editado no governo Lula, baseia-se num discurso de “autonomia” dos estudantes e manutenção de seus interesses, enquanto desconsidera a precariedade das instituições, a falta de estrutura, a precarização do corpo docente e a reverberação do fascismo (do último governo) nas famílias brasileiras, entre outros problemas. Mais uma vez, assim como nos idos de 1996, o projeto centraliza o problema e a solução no corpo discente e ignora o caráter multifatorial do problema da educação pública brasileira.
Laís Machado é pesquisadora e curadora do projeto O teatro e a democracia brasileira.
Primeira versão (1996)
A peça foi encenada por atores profissionais, entre eles Wagner Moura e Lázaro Ramos.
ficha técnica e artística
ELENCO
ALETHEA NOVAES — Mirinha, Railda
ANA PAULA BOUZAS – Rita
CLARISSA TORRES – Rita
CRISTIANE AMORIM – Mirinha, Railda
EDUARDO TORRES – Sinval
FILINTO COELHO – Raimundo
JOANA SCHINITMAN – Diretora, Luíza
LÁZARO RAMOS – Bactéria
LUCAS VALADARES – Sinval
LUCCI FERREIRA – Sinval
LUCIANO MARTINS – Raimundo
MARCELO FLORES – Raimundo
MÁRCIA ANDRADE – Diretora, Luíza
NADJA TURENKO – Rita, Mirinha, Professora Luíza
NÁGILA ANDRADE – Professora Célia
PAULO PEREIRA – Diretor
RICARDO CASTRO – Raimundo
SÉRGIO TELES – Bactéria
TEREZA ARAÚJO – Prof. Célia, Matilde, Graça
VÍRGINIA MARINHO – Das Dores
WAGNER MOURA – Sinval, Bactéria, Raimundo, Prof. Carlos
WIDOTO ÁQUILA – Bactéria
FICHA TÉCNICA
Texto: FILINTO COELHO E LUIZ MARFUZ
Direção: LUIZ MARFUZ
Figurino: FILINTO COELHO
Cenário: EURO PIRES
Iluminação: MARCELO MARFUZ
Direção Musical: RENAN RIBEIRO
Assistentes de Direção: ADELICE SOUZA E FILINTO COELHO
Preparação Vocal e Corporal: NADJA TURENKO.
Coordenação de Produção: ÍTALO ARMENTANO
Contrarregra: PAULO ROBERTO TOSTA
Operação de Som: LULA HENRIQUE
Operação de Luz: MARCELO MARFUZ e SALOMÃO LIMA DE OLIVEIRA
Coordenação Pedagógica: BETH RANGEL e JOANA ALMEIDA
Equipe Pedagógica: SONIA NEDER e PAULO PEREIRA
Revista "Quem Ama preserva"- Outubro de 1998
A edição foi totalmente dedicada ao projeto Cuida bem de mim.
Segunda versão (2003)
A peça foi encenada por jovens atores de escolas públicas.
ficha técnica e artística
ELENCO
Elenco original de estreia da 2ª versão
BIRA AZEVEDO – Raimundo/Prof.º Alcides
DUDA SILVA – Raimundo
FERNANDO FILHO – Bactéria
FERNANDO SANTANA – Sinval
GICIANE PATRÍCIA – Diretora
GIL NASCIMENTO – Prof.º Alcides
JANE SANTA CRUZ – Rita
JEFERSON ALBUQUERQUE – Sinval/Raimundo
JOÃO FABRÍCIO – Anacleto
LEIDIANA QUEIROZ – Aluna
MAICON ALISSON – Cido
PÉRICLES VIANA – Prof. Carlos
RENATA CAZUMBÁ – Mirinha
SHEILA LÍGER – Das Dores
ZENNY LUZ – Creusa
Elenco formado pós-estreia 2ª versão
ABRAÃO NASCIMENTO – Sinval
ALICE CUNHA – Rita
ALINE NEPOMUCENO – Mirinha
ALLAN ROSAS – Sinval
ANA CLAUDIA LIMA – Das Dores
ARLI PEREIRA – Prof.º Carlos
CARLOS DANIEL – Anacleto
CAROLINE MARIA – Prof.ª Célia
DANIELA SANTOS – Diretora
DÉBORA ROBERTA – Diretora
EDNA DIAS – Prof.ª Célia
GEORGE CUNHA – Anacleto
IVE-ANNE STANCHI – Das Dores
JANE PIN – Das Dores
JÔ FERNANDES – Bactéria
JOSI VARJÃO – Rita
JULIANA BADÁ – Prof.ª Célia
LAÍS LOPES – Prof.ª Célia
LAIZA MENEZES – Das Dores
LUIZ CORDEIRO – Raimundo
LUIZ FALCÃO – Bactéria
MÁRCIA GIL-BRAZ – Mirinha
MARIANA ALVES – Das Dores
MISAEL NASCIMENTO – Prof. Carlos/Raimundo
RENAN MOTTA – Raimundo
ROBSON SANTANA – Bactéria
SABRINA BISPO – Diretora
SUNNY MELLO – Rita
TAIANA LEMOS – Diretora
FICHA TÉCNICA
Texto: FILINTO COELHO E LUIZ MARFUZ
Direção: LUIZ MARFUZ
Assistentes de Direção: ADELICE SOUZA, PAULO HENRIQUE ALCÂNTARA, ANDRÉ MUSTAFÁ, RICARDO GÓES, e TATIANE CARCANHOLO
Iluminação: MARCELO MARFUZ
Cenografia: FRITZ GUTMANN
Figurino: FERNANDO SANTANA (Jovem do Grupo de Teatro)
Consultoria de Figurino: MAURÍCIO MARTINS E FILINTO COELHO
Trilha Sonora: RENAN RIBEIRO
Composição Instrumental e Arranjos: DENIS LEONI E RENAN RIBEIRO
Adereços: SÉRGIO TELLES
Cabelos: DEO CARVALHO
Maquiagem: MARIE THAURONT
Coreografia: JORGE SILVA
Preparação Vocal: ELAINE LIMA
Preparação corporal: GEORGE MASCARENHAS
Preparação Técnica de Clown: RAFAEL MORAES
Dança Afro: Mariiza Oliveira
Contact Improvisation: MIRELA MISI
Coordenação de Produção: ÍTALO ARMENTANO
Assistente de Produção: PAULO TOSTA
Operação de Som, Luz e Contrarregragem: CLEITON OLIVEIRA, MARLI SOUZA, PÉRICLES VIANA E TIAGO OLIVEIRA
Coordenação Geral do Projeto: LUIZ MARFUZ E NEY WENDELL
Coordenação Pedagógica: ADRIANA AMORIM
Equipe Pedagógica: BIRA AZEVEDO, FÁBIO NIETO E ZENNY LUZ
Equipe de Sistematização: CIBELE NUNES E MÁRCIO NICORY
Secretária Executiva: REGINA BOMFIM
Programação Visual: PROCRIA COMUNICAÇÃO E PATRÍCIA SIMPLÍCIO
Divulgação: COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO DO LICEU: ROGÉRIO MENEZES
Fotografias: ADENOR GONDIM, ISABEL GOUVÊA, CELSO PEREIRA E ALMIR BINDILATTI
Realização do Videodocumentário do Grupo de Teatro: DANILO SCALDAFERRI, DÉBORA FREIRE E JOVENS DA OFICINA DE IMAGEM DO LICEU
REALIZAÇÃO
LICEU DE ARTES E OFÍCIOS DA BAHIA
Superintendente de Relações Institucionais: Nelson Issa Lino
Gerente do Centro de Arte e Tecnologia Educacional: Vivina Machado
Patrocínio: PETROBRÁS
Apoio:
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA E INSTITUTO AYRTON SENNA
programas
PROGRAMA CUIDA BEM DE MIM (BORDEAUX-FRANÇA) | Janeiro de 2006
PROGRAMA CUIDA BEM DE MIM (10 ANOS EM CARTAZ)º) | Ano: 2006
PROGRAMA CUIDA BEM DE MIM | Ano: 2003
videos
Playlist
1:28:05
5:21
51:23
1:04:36
premiações
Recebeu o Prêmio Eco Nacional – Câmara Americana do Comércio – 1997, como a iniciativa educacional mais bem-sucedida em 1997.
Vencedor do Troféu Bahia Aplaude – Destaque do ano, concedido aos
melhores espetáculos do teatro profissional baiano em 1996.
Foi selecionado para integrar o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil.
Foi selecionado como uma das experiências artístico-sociais de destaque em publicação da UNESCO em 2001: “Cultivando Vida e Desarmando Violência”.
resultados
A peça atingiu um público de mais de 250 mil pessoas, em 810
apresentações nos estados da Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco e no
Distrito Federal de Brasília.
96% dos jovens atores de escolas públicas, que compuseram o elenco original da segunda versão do Cuida Bem de Mim, ingressaram em faculdades e universidades nos cursos de Licenciatura em Teatro, Interpretação Teatral, Direção Teatral, Publicidade e Propaganda, Fonoaudiologia, Educação Física entre outros.
Redução de 36% do índice de depredação nas escolas públicas em Salvador em 1997/98, período de monitoração do Projeto pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia.
Envolveu diretamente 32.000 estudantes e 600 professores em ações educativas pós-peça nas escolas, a exemplo de: oficinas artísticas, formação de grupos de teatro, seminários de capacitação e atividades interdisciplinares em sala de aula.
Depoimentos
Atividades de mediação teatral
Atividades pré-peça
Objetivo: sensibilizar, mobilizar e mediar conflitos na comunidade escolar
Ações desenvolvidas:
• Entrevista com a direção das escolas
• Intervenção artística em sala de aula
• Pesquisa de diagnóstico do ambiente escolar
• Performance teatral durante o intervalo pátio, quadras e auditórios
• Formação dos grupos de trabalho com alunos e professores
• Reunião com professores
Atividades durante a apresentação da peça
Objetivo: Ampliar o impacto do espetáculo como atividade artístico-pedagógica
Ações desenvolvidas:
• Formação de plateia
• Exibição do videodocumentário do processo
• Apresentação do espetáculo
• Debate pós-espetáculo
• Avaliação de impacto conceitual antes e depois da peça
Atividades pós-peça
Objetivo: Desdobrar em ações concretas os eixos teóricos e temáticos do espetáculo dando o suporte aos alunos, professores e direção para condução direta de atividades na escola
Ações desenvolvidas:
• Formação de grupos artísticos no ambiente escolar
• Realização de ações concretas através dos grupos de trabalho
• Seminários de capacitação de professores e líderes estudantis
• Acompanhamento dos resultados via Coordenação Pedagógica
• Relatório devolutivo por escola
Livros e trabalhos acadêmicos
O Grupo de Teatro do Liceu de Artes e Ofícios da Bahia
O Grupo de Teatro do Liceu foi criado em 1996 para realizar a peça Cuida Bem de Mim e formado por atores profissionais baianos, entre eles Lázaro Ramos e Wagner Moura; em 2002, o Grupo foi constituído por jovens de escolas públicas, oriundos de bairros populares, que passaram por 18 meses de formação técnica, artística e educacional. Suas atividades encerraram em 2008 com o final das apresetações do espetáculo..
sobre Luiz Marfuz
Luiz Marfuz é doutor em Artes Cênicas, mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas e bacharel em Comunicação e Administração pela UFBA. É professor-associado da Escola de Teatro da UFBA com pós-doutorado em Dramaturgia e Encenação na ECA-USP. Membro permanente da Academia de Ciências da Bahia, atua como diretor teatral, jornalista e dramaturgo. Coordena o Grupo de Pesquisa PÉ NA CENA – Poéticas de Encenação e Atuação e integra o Dramatis, ambos do CNPq, e desenvolve o projeto “Cena e transversalidade: dramaturgia, encenação e interfaces pedagógicas e culturais”. Dirigiu textos seus e de Beckett, Arrabal, Brecht e N. Rodrigues, além de coordenar o espetáculo/projeto Cuida Bem de Mim. Publicou Dramaturgia do acontecimento no telejornal (Edufba, 2017), Beckett e a implosão da cena (Ed. Perspectiva, 2014), Senhora dos Infiéis (Edufba, 2015), Harildo Déda: a matéria dos sonhos (com Raimundo Matos de Leão, 2011) e a peça Senhora dos Infiéis. É autor de Traga-me a cabeça de Lima Barreto!, A filha da Monga, A capivara selvagem, A última sessão de teatro, Meu nome é mentira e Cuida Bem de Mim (com F. Coelho). Dirigiu musicais com Maria Bethânia, Gilberto Gil, Dorival Caymmi, Nana Caymmi e Orquestra Sinfônica da Bahia. Entre 1982 e 2021, recebeu prêmios e indicações (Bahia Aplaude, Braskem de Teatro, Caymmi, Martim Gonçalves, Mambembão, APTR). Seus trabalhos teatrais recentes foram realizados em 2025 junto a atores e atrizes do lendário Teatro Oficina Uzyna Uzona, fundado por Zé Celso Martinez Corrêa: (1) Texto e direção da peça Padre Pinto, a narrativa (re)inventada, temporada no Sesc-Pompeia SP; e autor do texto Esplendor da Fera, em direção compartilhada com Marcelo Drummond, atual diretor do Teatro Oficina.
Esta é a página de um espetáculo selecionado no âmbito do projeto O teatro e a democracia brasileira. As informações nela contidas são de responsabilidade de Luiz Marfuz, excetuando-se o texto do curador do projeto, sendo esse de responsabilidade da Foco in Cena, proponente deste projeto. Caso encontre um erro ou divergência de dados, favor entrar em contato através do e-mail contato@focoincena.com.br