Trilhas da Cena

SENHORA DOS AFOGADOS

de Nelson Rodrigues

Direção::

Monique Gardenberg

Realização:

Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona (SP)

Estreia: 2025

Página atualizada em 13/04/2026

Temporada

Teatro Oficina

Endereço: Rua Jaceguai, 520 – Bela Vista, São Paulo (SP)
Datas e horários: 17 de abril a 22 de maio de 2026 | sexta e sábado às 20h, domingo de abril, às 19h e de maio, às 18h (apresentação extra na quinta-feira, 21 de maio, às 20h)
Preços: R$140 inteira | R$70 meia


Informações sobre compra ou retirada de ingressos: Venda antecipada clicando aqui. A bilheteria do teatro abre com 1h de antecedência ao espetáculo. Sujeito a lotação da casa. O teatro não dispõe de estacionamento nas proximidades


Duração: 150 minutos
Classificação indicativa: 16 anos

Endereço: Rua Jaceguai, 520 – Bela Vista, São Paulo (SP)
Datas e horários: 17 de abril a 22 de maio de 2026 | sexta e sábado às 20h, domingo de abril, às 19h e de maio, às 18h (apresentação extra na quinta-feira, 21 de maio, às 20h)
Preços: R$140 inteira | R$70 meia

Informações sobre compra ou retirada de ingressos: Venda antecipada clicando aqui. A bilheteria do teatro abre com 1h de antecedência ao espetáculo. Sujeito a lotação da casa. O teatro não dispõe de estacionamento nas proximidades

Duração: 150 minutos
Classificação indicativa: 16 anos

Sinopse e programa

Escrita em 1947, é um mergulho denso no inconsciente familiar — uma tragédia brasileira em forma e espírito, marcada por paixões, mortes, desejos incestuosos e pela atmosfera fantasmagórica de uma sociedade à beira do colapso.

Nelson Rodrigues, como dizia Zé Celso, é um artista “dionisíaco, que estupra todas as máscaras sociais no cosmos da Vida Como Ela É”. Ele é “um outro”, para lá do bem e do mal, tão imenso quanto Shakespeare, Rimbaud e Oswald de Andrade.

Nesta encenação, o espaço cênico é atravessado por elementos audiovisuais, trilha original e ambientações sensoriais. Um coro de “putas do cais”, evoca Zé Celso, reforça o clima onírico e alucinatório da narrativa.

Ambientada em uma casa à beira-mar, onde o oceano é mais que cenário — é extensão simbólica da psique familiar — a peça propõe um mergulho nos limites entre realidade e delírio, desejo e culpa. A casa, impregnada de sal, luto e memória, torna-se um organismo vivo: respira com as marés, ecoa as vozes silenciadas, e revela as camadas subterrâneas de uma família dilacerada.

No centro da trama está Misael (Marcelo Drummond), juiz assombrado por segredos que emergem das profundezas da própria história. Ao seu redor, giram personagens tomados por impulsos inconfessáveis: Moema (Lara Tremouroux), a filha intensa e intuitiva, e Eduarda (Leona Cavalli), esposa e figura central de uma dinâmica familiar marcada por silêncio, poder e ressentimento.

Um espetáculo que convida o público a encarar seus próprios abismos.

A montagem recebeu 5 indicações ao Prêmio Bibi Ferreira, incluindo:
Melhor Peça de Teatro
Melhor Direção em Peça de Teatro (Monique Gardenberg)
Melhor Atriz Coadjuvante (Regina Braga)
Melhor Atriz Coadjuvante (Cristina Mutarelli)
Melhor Figurino (Cássio Brasil)

Galeria de fotos

Fotografia realizadas por Guto Muniz, no Teatro Oficina, em São Paulo, no dia 16 de março de 2026.

Ficha técnica e artística

Família Drummond
Misael Drummond – Marcelo Drummond
Dona Marianinha – Regina Braga
Dona Eduarda – Leona Cavalli
Moema – Lara Tremouroux
Paulo – Kael Studart
Dora – Zizi Yndio do Brasil
Clarinha – Larissa Silva

 

Vizinhas
Cristina Mutarelli
Giulia Gam
Michele Matalon
Lígia Cortêz 

 

Cais
Noivo – Roderick Himeros
Mãe do Noivo – Sylvia Prado
Dona – Selma Paiva
Vendedor de Pentes – Marcelo Dalourzi
Sabiá – Alexandre Paz

 

Mulheres da Vida: Danielle Rosa,Kelly Campêllo, Mariana de Moraes, Zizi Yndio do Brasil
Michês: Tony Reis, Victor Rosa 
Banda: Carlos Eduardo Samuel,Felipe Botelho, Pedro Gongom Manesco 

 

Realização:Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona 

Texto: Nelson Rodrigues
Direção: Monique Gardenberg
Direção de Vídeo: Igor Marotti Dumont e Ciça Lucchesi
Arquitetura Cênica: Marília Piraju
Figurino: Cássio Brasil 
Visagismo: Sonia Ushiyama Souto
Desenho de luz: Wagner Pinto
Direção Musical: Felipe Botelho
Direção de Cena: Elisete Jeremias e Rafael Bicudo
Desenho e Operação de Som: Camila Fonseca
Adereços e Objetos: Abmael Henrique
Máscaras Vizinhas: Ricardo Costa
Direção de Produção: Tati Rommel
Produção: Ana Sette e Filipe Fonseca
Produção executiva: Anderson Puchetti
Ass. Direção: Anderson Moreira Sales e Vinícius Tardite
Câmera ao vivo: Igor Marotti Dumont
Operação de vídeo: Ciça Lucchesi
Operação de luz: Victoria Pedrosa
Operação de canhão de luz: Monise Pedrosa
Microfonista: Clevinho Ferreira
Técnico de palco: Filipe Alcarvan
Assistente de Maquiagem: Érica Gabi e Leila Turgante 
Camareira: Cida Melo 
Assistente de camareira: Dan Salas 
Contrarregas Areia: Alex Augusto e Diego Monte   
Identidade visual e programa: Igor Marotti Dumont  
Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro 
Coordenação Acervo Oficina: Elisete Jeremias 
Guardiã Figurinos / Acervo Oficina: Cida Melo 
Arquivo Acervo Oficina: Thais Sandri

Apoio Cultural: Rancho Nordestino, LPL, Gabisom, Tela Mágica e Palácio das Plumas

O que mais ler, ver e ouvir sobre Senhora dos Afogados

Reportagem - Programa Metrópolis (TV Cultura)

Matéria em vídeo do tradicional programa Metrópolis cobrindo a apresentação de “Senhora dos Afogados”, com imagens da encenação e do uso do espaço do Oficina.

Reportagem especial da TV Alesp que entra nos bastidores do Teatro Oficina para acompanhar a preparação do elenco, a rotina antes de entrar em cena e os desafios técnicos da montagem.

Crítica assinada por Maria Eugênia de Menezes. Destaca o uso inteligente do espaço arquitetônico do Oficina, a direção de Monique Gardenberg e elogia fortemente o “sarcasmo contagiante” do coro de vizinhas (Giulia Gam, Cristina Mutarelli, Michele Matalon e Ligia Cortez).

Texto intitulado “A densidade do desejo”, que analisa a dualidade dos elementos cênicos (que flertam com o kitsch), a força da música ao vivo e a catarse provocada no público. Elogia a atuação de Lara Tremouroux como Moema.

Escrito por Marcio Tito, o texto reflete sobre como a montagem mantém viva a linguagem do Teatro Oficina após a morte de Zé Celso. Destaca as atuações de Marcelo Drummond, Regina Braga, Leona Cavalli e Lara Tremouroux.

Matéria do jornalista Miguel Arcanjo Prado sobre a estreia no Sesc Pompeia. Aborda a ponte estabelecida entre a visão da diretora Monique Gardenberg e o legado de Zé Celso.

Crítica de Noah Mancini que enxerga a peça como um rito de passagem e articulação do luto por Zé Celso. Destaca a trilha sonora irônica e a atuação magnética de Sylvia Prado como a mãe do noivo.

Texto de Gustavo Fioratti que reflete sobre a recomposição da identidade do Oficina. Analisa o uso do espaço cênico, a iluminação mais escura (crepuscular) e o encontro de grandes nomes do teatro brasileiro no elenco.

Resenha de Maurício Mellone que descreve a estrutura da encenação, o uso do teatro de arena e os elementos audiovisuais inseridos pela direção. Elogia as performances viscerais do elenco principal.

Episódio do podcast “Cultura Play” onde Atílio Bari comenta sobre a potência da nova montagem de “Senhora dos Afogados” pelo Teatro Oficina, contextualizando o desejo antigo de Zé Celso em montar a obra.

Playlist oficial criada para a peça, contendo as músicas que compõem a atmosfera do espetáculo, como “Foi Deus” (Amália Rodrigues), “Você Vai Ser O Meu Escândalo” (Wanderléa), “Alma Sebosa” (Johnny Hooker) e “Hino Ao Amor” (Núbia Lafayette).

Todas as informações presentes nesta página são de fontes públicas e/ou oficiais dos realizadores deste espetáculo.

Caso encontre algum erro, favor informar através do e-mal contato@trilhasdacena.com.br

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