Las Choronas
De: Byron O’Neill
Las Choronas possui dramaturgia crítica instigante, pensada para provocar o público transitando entre o teatro do absurdo e o surrealismo, tratando de temas bem contemporâneos. Com elenco formado por artistas de importantes coletivos teatrais de Belo Horizonte – Pigmalião Escultura que Mexe, Cia 5 Cabeças e Mulher que Bufa -, a temporada em palcos cariocas acontece após sucesso na capital mineira em 2025.
Com dramaturgia assinada e dirigida por Byron O’Neill, nome de destaque da cena mineira contemporânea, criada para ser construída de maneira colaborativa, a partir de improvisações dirigidas, partituras gestuais, fragmentos poéticos, fábulas e notícias de jornal, a montagem possui referências fortíssimas em trabalhos com temática surrealista, como os do cineasta norte-americano David Lynch (Mulholland Drive), e no teatro do absurdo, presente em obras do dramaturgo Samuel Beckett (Esperando Godot). No palco, o elenco manipula bonecos e também é manipulado por eles, em um jogo visual desafiador, chamando a atenção do público para as fronteiras entre humano e objeto, entre som e gesto, entre ouvir e ver.
Segundo O’Neill, “não é uma peça linear, com princípio, meio e fim, é uma peça que traz provocações necessárias para a nossa contemporaneidade, tratando de assuntos como amor, identidade, abandono, marginalidade e é também uma crítica política, diante do atual cenário nacional e mundial e a busca por sentido em tudo isso”.
A montagem conta com o intérprete de Libras e Libras musical e bailarino Uziel Ferreira, o que proporciona uma linguagem dramatúrgica central para além do recurso de tradução e propõe uma experiência sensorial e acessível, que integra teatro de bonecos, dança e música. Juntos eles transformaram a cena vencedora e mais votada do Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto 2022 em um espetáculo teatral de aproximadamente 60 minutos.
Ainda segundo Byron, incluir Libras no espetáculo foi pensado para ser também uma expressão do que acontece em cena para pessoas não ouvintes. “O intérprete está integrado à cena, e os demais artistas dançam em diálogo com sua expressão corporal e linguística, transformando a Libras em matéria coreográfica e poética”.
Serviço
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL (CCBB RJ) – Teatro II
Ficha artística e técnica
Direção e dramaturgia: Byron O’Neill
Responsável pelas informações aqui apresentadas: Alessandra Costa
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