Velocidade
De: Assis Benevenuto e Marcos Coletta
Direção: Ítalo Laureano e Ricardo Alves Jr.
Estreia: 2025
Página atualizada em 02/03/2026
Março de 2026
Centro Cultural Unimed BH Minas
Datas: 13 de março de 2026
Horário: 20h
Duração: 100 minutos
Classificação: 14 anos
Endereço: Rua da Bahia, 2244 – Lourdes – Belo Horizonte/MG
Valores dos ingressos:
Datas: 13 de março de 2026
Horário: 20h
Duração: 100 minutos
Classificação: 14 anos
Endereço: Rua da Bahia, 2244 – Lourdes – Belo Horizonte/MG
Valores dos ingressos:
Sinopse
Décimo espetáculo do grupo mineiro Quatroloscinco, Velocidade, convida o espectador a repensar a relação com o tempo na vida contemporânea. A peça se estrutura como capítulos de um livro. Dramaturgia e encenação constroem uma peça-livro-sonho que afirma o teatro como uma máquina de desacelerar o tempo. Situações diversas e sobrepostas abordam a percepção humana do tempo a partir de relações familiares e de trabalho, rotina de vida, memórias de infância, sonhos recuperados e a incerteza do futuro.
O espetáculo foi indicado ao Prêmio APCA (Melhor Espetáculo e Melhor Dramaturgia) e ao Prêmio Shell de Iluminação.
Sobre o trabalho
E se fosse possível desacelerar o tempo ou se fossemos capazes de criar uma máquina de intervir no tempo? Essas perguntas serviram de mote-provocador para a peça teatral Velocidade. Em um mundo cada vez mais hiperconectado, o espetáculo surge como um manifesto contra a pressa, a urgência e a obsessão pelo futuro.
Escrito por Assis Benevenuto e Marcos Coletta, e dirigido por Ricardo Alves Jr. e Ítalo Laureano, o espetáculo reúne em cena cinco atores – Rejane Faria/Marina Viana, Michele Bernardino, Ítalo Laureano, Marcos Coletta e Assis Benevenuto – que convidam o público a ser ativo, construindo a obra com eles.
A inspiração surgiu do ensaio “Notas sobre os doentes de velocidade”, da autora mexicana Vivian Abenshushan, e se ampliou em diálogo com outras obras, como o livro Oráculo da Noite, de Sidarta Ribeiro, textos de Paul Preciado e o filme Poesia Sem Fim, de Jodorowsky. A peça começa com um áudio de seis minutos que o espectador ouve no escuro. “Esse é o nosso convite inicial para desacelerar, baixar a bola, deixar o tempo decantar, desafiar a ansiedade, habitar outro tempo da imagem”, adianta Coletta. A dramaturgia abandona a linearidade e se constrói por imagens, rastros de memória e lapsos entre o real e o imaginado. Cada cena convida o público a suspender a lógica do imediato e experimentar outras durações, ruídos e silêncios.
“Não nos prendemos a uma história linear ou à lógica dramática. É uma peça mais onírica, poética, onde brincamos de acelerar e dilatar o tempo”, explica o ator e dramaturgo. A trilha sonora original de Barulhista e a iluminação de Marina Arthuzzi reforçam o caráter sensorial da encenação.
O cenógrafo Luiz Dias e a figurinista Carol Manso, trouxeram para o palco uma mesa central que funciona como página, onde os títulos dos quadros são escritos e apresentados ao público. O cenário, os objetos e os figurinos assumem diferentes funções, ganhando novos significados ou desaparecendo a cada sequência. Para Assis Benevenuto, essa dinâmica está diretamente ligada ao conceito que estrutura o espetáculo: “Essa ideia de uma peça-livro-sonho necessita que o espaço, os figurinos e os objetos de cena possam ser transformados. Não pode ser aquele cenário fixo, pesado, que imprime apenas uma ideia”.
Em um dos capítulos, intitulado Queda Livre, cinco bonecos de madeira com cerca de 50 cm de altura, confeccionados pelo artista Agnaldo Pinho, representam versões miniaturizadas dos próprios atores e entrevistam seus duplos em um talk-show absurdo. “É uma cena veloz, em que os bonecos são mais sagazes do que nós”, comenta Benevenuto. Segundo Laureano, o foco não é o teatro de bonecos em si, mas o efeito de ver os atores como avatares, espelhos e objetos ficcionalizados. A direção de movimento é assinada por Kenia Dias e reafirma a ideia de coralidade, um traço importante do trabalho do grupo.
Foto de fundo: Guto Muniz
a equipe
Atuação: Assis Benevenuto, Ítalo Laureano, Marcos Coletta, Michele Bernardino e Rejane Faria
Direção: Ítalo Laureano e Ricardo Alves Jr.
Dramaturgia: Assis Benevenuto e Marcos Coletta
Atriz stand in: Marina Viana
Direção de arte: Luiz Dias
Figurino: Caroline Manso
Assistência de cenografia: Bárbara de Freitas
Criação de luz: Marina Arthuzzi
Consultoria de iluminação: Rodrigo Marçal
Trilha sonora: Barulhista
Composição das músicas ao vivo: Marcos Coletta e Michele Bernardino
Operação de som: Adriel Parreira
Orientação de movimento: Kenia Dias
Orientação vocal: Ana Hadad
Assistência de Produção: Yasmine Rodrigues
Estágio de Produção: Joana Luz
Design gráfico: Bianca Perdigão
Bonecos: Agnaldo Pinho, Eduardo Félix e Marina Arthuzzi
Cenotécnica: Helvécio Izabel
Observação de processo: Fernando Dornas
Preparação e tradução da cena em Libras: Dinalva Andrade
Assessoria de Redes Sociais: Letícia Leiva e Renata Rocha – Rizoma Comunicação & Arte
Edição de teasers: Leonardo Alcântara – Projeto Ande
Gestão de projeto: Trama Gestão e Produção
Produção: Quatroloscinco – Teatro do Comum
Vídeos
Matéria de TV – Canal Arte1
Teaser (Youtube)
Teasers das temporadas nos CCBBs de Belo, Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília (Instagram)
Espetáculo completo
Conteúdo protegido por senha. Para solicitá-la, entre em contato através do e-mail contato@quatroloscinco.com
Críticas e entrevista
Para onde vamos
por onde já passamos
O livro
“Em Velocidade, dramaturgia e encenação constroem uma peça-livro- sonho que afirma o teatro como uma máquina de desacelerar o tempo. Já esse objeto que criamos aqui é um livro-peça. Além do registro da dramaturgia, incluímos fotos, vídeos, trilha sonora via QR codes, projeto de iluminação, estudo de figurino e um texto crítico, escrito por Vitor Guimarães, sobre o espetáculo. Tudo isso como uma forma de provocação poética que ofereça uma experiência literária e teatral imersiva, misturando leituras, sons e imagens. É um convite para que outras texturas da peça estejam à disposição da sua leitura.”
(Texto retirado do site da Editora Javali)
Para mais informações e aquisição do livro, acesse: https://www.editorajavali.com/product-page/velocidade
Quatroloscinco - teatro do comum
O Quatroloscinco – Teatro do Comum é um grupo de teatro de Belo Horizonte, criado em 2007, com pesquisa continuada baseada na criação coletiva e na dramaturgia autoral contemporânea, voltada à atuação como presença e à relação com o espectador. Estreou com Descaminho (2007) e ganhou projeção ao vencer o Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto (2008), origem de É só uma formalidade (2009), espetáculo de ampla circulação e reconhecimento crítico, com prêmios e indicações (Usiminas/Sinparc). Consolidou repertório e circulação nacional com Outro Lado (2011), Get Out! (2013), Humor (2014), Ignorância (2015), Fauna (2016) e Tragédia (2019), em parceria com Ricardo Alves Jr. Na pandemia, criou o projeto online Quatroloscinco em Leitura e o web-documentário Desmontagem: Fauna (2021). Em 2024 estreou Luz e Neblina e, em 2025, Velocidade, com turnê nacional e indicações (APCA e Shell). Já passou por 92 cidades de 21 estados, além de Uruguai, Argentina e Cuba, e tem toda a dramaturgia publicada em livros.
Visite o site do grupo: https://www.quatroloscinco.com
Todas as informações presentes nesta página são de responsabilidade do Quatroloscinco – Teatro do Comum
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