Trilhas da Cena

AGROPEÇA

Texto: Marcelino Freire

Concepção e direção geral: Antonio Araújo

Realização:

Teatro da Vertigem (SP)

Estreia: 2023

Página atualizada em 10/04/2026

Temporada

Espaço Cultural Elza Soares (Galpão do MST)

Endereço: Alameda Eduardo Prado, 474, São Paulo (SP)

Datas e horários: 27 de fevereiro a 12 de abril | Sextas e sábados às 20h, domingos às 18h

Preços: R$40 inteira | R$20 meia

Duração: 90 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

  

Clique aqui e compre seu ingresso antecipadamente.

Endereço:

Alameda Eduardo Prado, 474,

São Paulo (SP)

Datas e horários:

27 de fevereiro a 12 de abril |

Sextas e sábados às 20h, domingos às 18h

Preços:

R$40 inteira | R$20 meia

Duração:

90 minutos

Classificação indicativa:

16 anos

 

Clique aqui e compre seu ingresso antecipadamente.

Sinopse

A montagem reafirma a trajetória do Teatro da Vertigem na investigação do Brasil por meio de experiências cênicas imersivas e ocupações de espaços não convencionais. O espaço se transforma em uma arena que evoca rodeios e disputas políticas, simbólicas e sociais, com a imersão como eixo central.

 

O espetáculo lança um olhar crítico sobre o universo rural e a influência do agronegócio na sociedade brasileira, usando o rodeio como linguagem cênica. Convoca personagens clássicos do imaginário nacional como Emília, Narizinho, Pedrinho, Tia Nastácia, Dona Benta, Visconde de Sabugosa e Marquês de Rabicó, em releitura provocadora inspirada em Monteiro Lobato.

 

Dividida em três blocos narrados por diferentes personagens, a dramaturgia articula política recente, imaginário rural e herança cultural. O rodeio, pesquisado no processo criativo, surge como metáfora de um Brasil que atualiza estruturas históricas de exploração.

Prêmios e indicações

Prêmio Shell de Teatro (34ª edição – 2024)

  • Vencedor: Melhor Direção (Antonio Araújo e Eliana Monteiro)
  • Vencedor: Melhor Cenário (Eliana Monteiro e William Zarella Junior)
  • Indicação: Melhor Ator (Vinicius Meloni)

Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) – 2023

  • Indicação: Melhor Ator (Vinicius Meloni)

Galeria de fotos

Fotografia realizadas por Guto Muniz, no Espaço Cultural Elza Soares (Galpão do MST), em São Paulo, no dia 15 de março de 2026.

Equipe

Texto: Marcelino Freire

Concepção e Direção Geral: Antonio Araújo

Co-direção: Eliana Monteiro

Coordenação Técnica e Desenho de Luz: Guilherme Bonfanti

 

Performers: Andreas Mendes, James Turpin, Mawusi Tulani, Paulo Arcuri, Tenca Silva, Lola Fanucchi, Victor Salomão e Vinicius Meloni

Artistas Colaboradores: Nicolas Gonzalez (1ª e 2ª Fase), Lee Taylor (1ª Fase)

Dramaturgismo: Bruna Menezes

Assistente de Dramaturgismo: João Crepschi

Conceito do Espaço: Antonio Araújo

Cenografia: Eliana Monteiro e William Zarella Junior

Sound Designer Associados: Randal Juliano, Guilherme Ramos e Kleber Marques

Figurino: Awa Guimarães

Visagismo: Tiça Camargo

Direção Musical e Trilha Original: Dan Maia

Direção vocal: Lucia Gayotto

Videografismo: Vic von Poser

Preparação corporal: Castilho e Ricardo Januário

Preparação Corporal (1ª Fase): Fabrício Licursi

Direção de movimento: Castilho

Assistente de Direção e Direção de Palco: Gabriel Jenó

Assistentes de Iluminação e Programação: Francisco Turbiani

Músicos: Dan Maia e Ricardo Saldaña

Operação de luz: Felipe Bonfante

Operador de Áudio: Fernando Sampaio

Operadoras de Projeção: Gabriel Theodoro

Operadores de Câmera: André Voulgaris

Operadores de Canhão Seguidor: Igor Beltrão e Giovanni Matarazzo

Montagem de Luz: Felipe Bonfante, Igor Beltrão, Raphael Mota, Danilo Punk, Jhones Pereira, Tarsis Braga (Cabelo) e Lucas da Silva

Contrarregras: Ayra Flores, Flávio Rodrigues e João Portela

Cenotécnico: Zé Valdir Albuquerque

Montagem, Pintura e Tratamento de Cenografia: Elástica SP Cenografia

Costureiras: Francisca Rodrigues e Cleonice Barros Correa

Aulas de Laço: Gui Sampaio

Crânios de Boi: Vinicius Fragata

Tradutor Yorubá: Mariana de Òsùmàrè

Estagiária de Direção: Julie Douet Zingano

Fotos: Lígia Jardim

Documentarista: Padu Palmerio

Designer Gráfico: Guilherme Luigi

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto

Estagiário de Produção: Bento Carolina

Produção: Corpo Rastreado – Leo Devitto e Gabi Gonçalves

O que mais ler, ver e ouvir sobre a Agropeça

Entrevista com Antônio Araújo (Diretor) - Podcast "Conversa Bem Viver" (Brasil de Fato)

Nesta entrevista em áudio (e transcrita na página), o diretor Antônio Araújo detalha a concepção de “Agropeça”. Ele explica como a peça cruza o universo do “Sítio do Picapau Amarelo” (revisitado de forma crítica, expondo traços de racismo e machismo) com o mundo dos rodeios e do agronegócio, para discutir o conservadorismo no Brasil. Araújo destaca a importância do espaço de encenação, ressaltando como a temporada no Galpão Elza Soares (do MST) adicionou novas camadas de significado político à obra. Ele também menciona as dificuldades de patrocínio para circular com a peça pelo interior do país.

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Uma crítica aprofundada escrita por Welington Andrade. O texto analisa “Agropeça” como uma sátira político-ideológica engenhosa e sombria. O crítico elogia o texto de Marcelino Freire, a direção de Antonio Araújo e a atuação do elenco. A análise foca em como a peça subverte o imaginário de Monteiro Lobato para expor o conservadorismo e o racismo estrutural, utilizando a estética do rodeio para desmascarar a “euforia” do agronegócio. O texto também destaca o desenho de luz de Guilherme Bonfanti e a força da corporeidade dos atores em cena.

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Matéria de Clayton Freitas sobre a estreia da peça no Sesc Pompeia (em 2023). O texto descreve a premissa da peça: transportar os personagens do Sítio do Picapau Amarelo para uma arena de rodeio para debater temas contemporâneos como a influência do agronegócio, diversidade de gênero, racismo e trabalho análogo à escravidão. A matéria menciona a pesquisa do grupo, que incluiu entrevistas com personalidades do rodeio, e contextualiza a obra dentro da trajetória do Teatro da Vertigem, conhecida por suas críticas sociais e ocupação de espaços não convencionais.

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Resumo da coluna de Atílio Bari no programa “Estação Cultura”. O texto aborda como a peça questiona a força do agronegócio no Brasil e o lema “o agro é pop”. Destaca a reconstrução dos personagens de Lobato (Pedrinho conservador, Narizinho questionadora, Emília como denúncia social) e menciona que a encenação no espaço do MST ganha força ao incorporar elementos da festa de rodeio, religiosidade e figuras políticas.

Clique na imagem para acessar a coluna.

Neste vídeo, o diretor Antonio Araújo lista os cinco espetáculos mais marcantes da trajetória do Teatro da Vertigem. Ele inclui “Agropeça” como o quinto e mais recente trabalho de destaque, explicando que a peça tenta pensar a ascensão da extrema direita no Brasil e os anos do governo Bolsonaro, dialogando com o agronegócio e revisitando de forma crítica o universo rural do Sítio do Picapau Amarelo.

Um trecho em vídeo da peça, focado na personagem Tia Anastácia (interpretada por Mawusi Tulani). No trecho, ela se apresenta como a “Rainha de Sinop”, subvertendo expectativas e fazendo um discurso forte sobre independência financeira, processos judiciais contra políticos e a história de exploração e queimadas nas plantações de cana-de-açúcar, demonstrando o tom crítico e a linguagem da montagem.

Outros espetáculos do Teatro da Vertigem no Trilhas da Cena

APOCALIPSE 1,11 (2000)

Apocalipse 1,11 propôs um mergulho na intersecção dos horizontes individuais e coletivos. A percepção pessoal da passagem do tempo, do envelhecimento e da transitoriedade unia-se a uma consciência mais ampla sobre a mortalidade. O contexto da virada do milênio contribuiu para intensificar essas percepções.Com este trabalho, o Teatro da Vertigem buscou questionar e refletir sobre a dialética entre a esperança e o temor, sem a pretensão de apenas descrever salvação ou destruição. O espetáculo convidou a um mergulho nesse “tempo de transição”, caracterizado por incertezas e crises, e a um confronto com os próprios “apocalipses” individuais. 

https://trilhasdacena.com.br/apocalipse-1-11/

O LIVRO DE JÓ (1995)
O Livro de Jó foi desenvolvido com a perspectiva de aprofundar elementos vivenciados anteriormente e trazer ao núcleo do Teatro da Vertigem novas diretrizes. Mantendo um processo a partir dos depoimentos pessoais dos atores, o universo temático sofreu uma verticalização nesta montagem. Porém, dessa vez, colocou-se frente a uma dramaturgia mais formalizada trazendo para o grupo o universo da palavra. Se anteriormente a linguagem gestual era a principal expressão das reflexões e vivências do grupo, a partir de então, a palavra começou a entrar no campo das preocupações; a exploração do movimento coral abriu espaço para a construção de personagens; as experimentações corporais sobre as leis da física buscaram transformar-se em treinamentos dos estados internos do ator. 
https://trilhasdacena.com.br/o-livro-de-jo/

PARAÍSO PERDIDO (1992)
Com este espetáculo a companhia procurou tratar de algumas das mais recorrentes questões metafísicas: a perda do paraíso, sua nostalgia e a consequente busca de um religamento original. Para tanto se inspirou desde os relatos mesopotâmicos da criação, o gênesis bíblico e os textos apócrifos dos livros de Adão e Eva até a obra de John Milton, “O Paraíso Perdido”, poema responsável pela origem e articulação deste projeto. O Vertigem entende que o mito da queda pode ser associado aos sentimentos contemporâneos de decadência e de nostalgia de um padrão superior de existência. Ele retrata a perda da proximidade às origens da natureza humana e o abandono de um contato ideal com o plano divino.
https://trilhasdacena.com.br/paraiso-perdido/

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