Trilhas da Cena

Banner preto com texto em branco e vermelho "O Teatro e a Democracia Brasileira Parte Um" e logotipos da Funarte, do Ministério da Cultura e do Governo Federal do Brasil, além de informações sobre o programa e o financiamento.
Banner promovendo um projeto de teatro com logotipos da Funarte, do Ministério da Cultura e do Governo Federal do Brasil. O texto diz: "O Teatro e a Democracia Brasileira Parte Um" e menciona o Programa Funarte Retomada 2023 - Teatro.

Sinopse

Quaseilhas (1º crioullage), fundamenta-se através de performances, visualidades e sonoridades dentro dos vazios da memória afrodiaspórica das Araújas, família materna do autor Diego Araúja; descendentes de negras e negros da etnia yorùbá ijesa, da cidade nigeriana de Iléṣà. Usando da literatura oral yorubana, Araúja compõe um oríkì para a sua família e a comunidade de Alagados de Itapagipe. Exercita, através dessa performance oral, a substituição do esquecimento pela invenção. O artista compõe o oríkì totalmente na língua yorùbá. O idioma foi a língua base de um falar crioulo, doméstico – hoje extinto –, de sua família materna. Dentro do núcleo familiar, era chamado de “trocar língua”.

Processo criativo

Quaseilhas - Processo criativo

6 Vídeos
Um ponto de ônibus vazio e mal iluminado, com paredes de metal corrugado, fica em meio à grama alta e aos prédios escuros à noite, suavemente iluminado por luzes amarelas - como um palco à espera de uma apresentação de Quaseilhas enraizada na tradição yorùbá.
Foto: Shai Andrade

espacialidades

A matéria da memória

Quaseilhas é exemplar de um modo de pensar a criação nas artes da cena que não é pautado por uma cultura de teatro fundamentada em narrativas historiográficas, conceituações e valores hegemônicos. A escolha desse trabalho para compor os 50 espetáculos e iniciativas do projeto O teatro e democracia brasileira sinaliza a relevância da presença de outras epistemologias no repertório cultural do teatro feito no país, bem como na nossa noção mesma de democracia, como um direito. Um direito de quem faz e de quem assiste, de quem estuda e de quem ensina teatro, um direito de quem vive e pensa nesse país. Além disso, o trabalho de Diego Araúja e Laís Machado na Plataforma Àràká sustenta a ideia de pesquisa de linguagem em um grau significativo de complexidade, atitude crítica e coerência. Esse texto procura apresentar, resumidamente, parte dos repertórios culturais e das questões de linguagem ligadas ao fazer artístico que estão em pauta nesse trabalho.

 

Quaseilhas não acontece em uma sala de espetáculos, mas em uma instalação cenográfica construída exclusivamente para esse fim, que se inspira nas palafitas de Alagados de Itapagipe, onde viveu a família materna do diretor, Diego Araúja. A memória da sua família e da região é o que move essa criação. O público se divide em três grupos e cada grupo vai se posicionar em um dos três cômodos do espaço cênico, sem se deslocar, de modo que cada pessoa só assiste ao que está no espaço onde ela está. Em cena, Diego Alcantara, Laís Machado e Nefertiti Altan circulam por essas três áreas, eventualmente se encontram, mas cada um ocupa prioritariamente um lugar. A experiência de estar ali dentro é imersiva, sensorial. Há ainda mais um espaço, uma cabine de operação onde também ficam os músicos e Diego, que coordena ao vivo a relação entre os elementos da cena, cujo andamento pode variar a cada apresentação. O tecido que separa esse espaço (que está em contato com os outros três) recebe projeções e pode ficar translúcido de acordo com a incidência de luz. As projeções, onde se pode ver imagens da família Araúja, são uma chave de conexão mais literal com o real, um elemento documental, embora a linguagem da videografia seja alusiva e não descritiva.

 

Apesar da separação espacial, há um elemento que aglutina a experiência, criando um ambiente sensorial comum, que performa contiguidade entre os cômodos separados, que faz com que as vozes nunca estejam isoladas e que se possa estabelecer uma ligação com os corpos que estão fora do campo de visão de cada espectador. A sonoridade de Quaseilhas se projeta de tal maneira que praticamente desbanca a centralidade da visão que é característica da cultura ocidental. Ouvir pode se tornar, aqui, maior do que ver. Assim, a sonoridade se faz espaço.

 

A música, inseparável da dramaturgia espacial, da oralidade e da fisicalidade das atuações, é o solo úmido de Quaseilhas, o elemento água do espetáculo, que opera uma espécie de refração da narrativa, absorvendo e redirecionando feixes de luz e de sombra da memória e do esquecimento do mangue atlântico de Alagados. É coerente que a música tenha tanta proeminência, até mesmo por conta de algumas das referências que deram base para a criação: os orikís, a performance alarinjó e a ópera folclórica yorubana.

O gênero de influência para o momento da criação de Quaseilhas para o diretor Diego Araúja é a ópera folclórica yorubana dos anos 1940, que informa a fundação do teatro moderno nigeriano, que tem entre seus expoentes Hubert Ogunde e Duro Ladipo — repertório que não costuma aparecer nos currículos das graduações em teatro no Brasil. Ogunde e Ladipo são contemporâneos de um dramaturgo nigeriano mais conhecido, Wole Soyinka, primeiro escritor negro e africano a vencer o Nobel de Literatura, em 1986. Soyinka também tinha como referência a performance alarinjó. Característicos do teatro arcaico yorubano, surgidos das mascaradas para Egungun, atuantes desde o século XVI na região da África Ocidental onde hoje estão a Nigéria e o Benin, os alarinjós são — pois ainda existem — artistas do corpo, de práticas multidisciplinares, itinerantes, que se apresentam em ruas e feiras. São “aqueles que cantam e dançam enquanto caminham”.  A música é elemento indispensável para que a performance alarinjó ocupe o espaço público com a sua apresentação, usando-a para comunicar e para estabelecer a sua presença. Em um paralelo com a história do teatro europeu, podem ser pensados como os artistas da Commedia Dell’Arte. Convocar essa nomeação, apresentar-se como alarinjó, além de pontuar uma relação com a história, é uma forma de assumir uma posição ética diante do que geralmente se entende por atriz e ator, tendo em vista que a cultura de teatro que forjou o drama como o “gênero de teatro por excelência”, também conseguiu emplacar a ideia mesquinha de que profissionais da atuação não são artistas “criadores”, são apenas instrumentos que executam ideias de outras pessoas, como as de um encenador (no masculino singular de propósito), este sim considerado, pela lógica moderno-colonial das artes, “grande artista”.

 

Orikí, que pode ser traduzido como “reverenciar a cabeça”, “reverenciar a consciência”, é uma forma da literatura oral yorubana que transmite uma narrativa como uma saudação. Existem vários gêneros de orikí, embora no Brasil se conheça mais os orikís de orixás. Esse trabalho, no entanto, não tem uma perspectiva religiosa. Os orikís em Quaseilhas se referem à memória familiar de Diego e à comunidade de Alagados. Escritos em português e traduzidos para o yorubá, foram trabalhados com os alarinjós em relação com as suas próprias memórias, a partir de treinamentos de ações psicofísicas e experimentações musicais com influências sonoras afrobaianas. Diego relata que os laboratórios, quando contavam com a participação de Bira (Ubiratan Marques), eram como sessões de jam, o que pode nos dar uma dimensão da liberdade inventiva nesse processo de criação. Repara-se, na ficha técnica, que a trilha sonora foi composta por muitas mãos – e vozes.

 

Assim, elementos da cena como dramaturgia, direção, música, atuação e movimento se aproximam e se alimentam mutuamente, convergindo numa camada espessa de cena, uma cena barroca, que convoca outras noções de atenção e participação, que convida a uma experiência de fruição diferentes do que geralmente se espera de um espetáculo de teatro regulado pela ideia de inteligibilidade como valor.

 

A língua de Quaseilhas é o yorubá, sem tradução na cena, o que faz com que o público, pelo menos em sua grande maioria, não possa estabelecer uma relação de entendimento literal com o que está sendo pronunciado. Afinal, não é exatamente o conteúdo da memória familiar de Diego que está em questão para quem está na plateia. É a matéria mesma da memória, a sua poética, que não é linear, transparente, causal, organizada, previsível. É maré intempestiva, ora turva, ora cristalina, com variações inesperadas de força e temperatura. A memória é barroquismo hiperbólico. O que a cena experimenta é uma linguagem possível para a expressão cênica desse excesso lacunar. A memória aqui é criação, envolve fatos, ecos, ruídos, vazios e invenção. Invenção que acontece, também, por parte da fruição. Diante de uma cena em língua estrangeira em que os corpos não fazem movimentos reconhecíveis como partituras cotidianas, para se aproximar, é recomendável estar em estado de invenção.

 

A escolha estética e política de fazer um espetáculo em yorubá, sem legendas, produz uma opacidade. O filósofo martinicano Édouard Glissant defende o direito à opacidade, contra o paradigma ocidental da transparência.

Se examinarmos o processo de “compreensão” dos seres e das ideias sob a perspectiva do pensamento ocidental, encontraremos em seu princípio a exigência por essa transparência. Para poder te “compreender” e, portanto, te aceitar, devo reduzir tua densidade a essa escala ideal que me fornece fundamentos para comparações e, talvez, para julgamentos. Preciso reduzir. (Gilssant, 2021, 219-220)

Na sua tendência à opacidade, à abstração, mesmo se não intencionalmente, Quaseilhas dissolve a pessoalidade que está na base nuclear do projeto e se endereça à memória de outras famílias negras brasileiras — questão inalienável do aprimoramento de práticas críticas de consolidação da democracia no país.

 

Glissant aparece no vocabulário conceitual de Diego, seja quando nomeia seus trabalhos como crioullages, seja no pensamento sobre o barroco, ou sobre a aproximação. Diante da ideia do filósofo martinicano, que se refere à crioulização no sentido da criação de uma língua não nascida da violência, Diego situa seu projeto de artista, até o momento, como a criação de uma linguagem não nascida do trauma.

 

Em contradição com a cultura corrente de produção a que Diego se refere como “poética compartimentada” (e que não se restringe ao mundo das artes), seu trabalho deseja o que chama de “poética compósita”: uma criação que propõe uma experiência que não é a da soma das partes, mas que se apresenta e se percebe como fluxo, que não se reduz a uma “compreensão”, que afirma a multiplicidade de elementos que se intervalorizam para dar materialidade a um projeto, a um todo que se vislumbra mas que não se fecha. É na chave de uma poética compósita, de base negra, que Diego situa sua ideia de crioulagge como criação interdisciplinar em que a aproximação com as diferentes áreas precisa ser de fato comprometida.

 

Tendo transitado por outras artes, se interessado por outras formações artísticas, é na linguagem cênica que o artista encontra mais espaço de experimentação para essa interdisciplinaridade implicada que está em suas premissas. Isso se dá por alguns motivos. Diego argumenta que a busca por uma linguagem não nascida do trauma é da ordem da corporeidade porque, se o trauma se manifesta no corpo, é no corpo que esse enfrentamento precisa se dar. Além disso, o teatro, mais especificamente, tem a característica histórica de ser multidisciplinar, de comer de tudo, fagocitando saberes e tecnologias de cada época e de cada lugar em que se desenvolve. O teatro escapa, na prática, dos encapsulamentos teóricos infligidos por discursos conservadores. É preciso, portanto, confrontar o teatro preservado por discursos hegemônicos com o teatro que de fato acontece no âmbito da pesquisa artística. Afinal, são as criações que não se alinham a dinâmicas de poder que se endereçam de maneira mais contundente aos debates sobre os nós e os pontos cegos de uma democracia ainda muito frágil e em processo de constituição. Por tudo isso, é significativo que se tenha Quaseilhas em mente quando se pensa em um repertório do teatro brasileiro contemporâneo.

 

Sua singularidade se dá na imbricação entre diferentes modalidades de práticas artísticas, que agencia materiais pessoais, históricos e artísticos em uma zona fértil de contaminação entre saberes, produzindo assim uma condensação barroca — tramada na forma de “uma síntese reticente”, como diz Diego sobre a projeção de um “todo” presente na sua noção de espetáculo, ou um de um “modo tumultuante”, para usar uma expressão de Glissant — que convida a uma erótica da fruição.

 

Referências:

 

ARAÚJA, Diego. MACHADO, Laís. Entrevista concedida a Daniele Avila Small. Salvador/Rio de Janeiro, 17 abr. 2024.

 

FALARES CRIOULOS. O QUE É UMA CRIOULAGGE… ÀRÀKÁ – Plataforma de Criação em Arte. YouTube, 1º de agosto de 2025. Duração: 2h33. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=M4xk052188w Acesso em: 20 de fevereiro de 2026.

 

GLISSANT, Édouard. Poética da Relação.  Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.

 

Daniele Avila Small é pesquisadora e curadora do projeto O teatro e a democracia brasileira.

artes

galerias de fotos

Fotos de Guto Muniz, realizadas em 22 de setembro de 2018, durante apresentação na Lagoa do Nado, integrada à programação do FIT BH – Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte.

Fotos de outras apresentações.
Fotógrafas: Patrícia Almeida, Shai Andrade e Taylla de Paula.

Clique aqui para acessar galeria de fotos de processo.

O espetáculo

ficha técnica

DIREÇÃO, CONCEPÇÃO E ORÍKÌ DE Diego Araúja

ALÁRÌNJÓ: Diego Alcantara, Laís Machado e Nefertiti Altan
DRAMATURGIAS: Diego Alcantara, Laís Machado, Nefertiti Altan e Diego Araúja
ESTAGIÁRIAS EM ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO (1ª temporada): Daiane Nascimento e Fracislene Sales
ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Laís Machado
TRADUÇÃO E CONSULTORIA EM YORÙBÁ: Misbah Akanni
TRILHA SONORA ORIGINAL: Diego Araúja, Laís Machado, Diego Alcantara, Nefertiti Altan, Ubiratan Marques e André Oliveira
DIREÇÃO MUSICAL: Ubiratan Marques e André Oliveira
MÚSICOS (1ª temporada): André Oliveira, Sanara Rocha e Gabriel Batatinha
MÚSICOS (2ª temporada): Nai Kiese, Sanara Rocha e Mayale Pitanga
VOZ EM OFF: Misbah Akanni.
ORIENTAÇÃO VOCAL PARA CANTO (1ª temporada): Carlos Eduardo Santos
TÉCNICO DE SOM E DESENHO SONORO (1ª temporada): André Oliveira
TÉCNICO DE SOM, OPERAÇÃO DE SOM E DESENHO SONORO (2ª temporada): Moisés Victório
ARQUITETURA EFÊMERA (Instalação Cenográfica): Diego Araúja e Erick Saboya Bastos
ASSISTENTE DE CENOGRAFIA (1ª temporada): Vinícius Bustani
ASSISTENTE DE CENOGRAFIA (2ª temporada): Jéssica Marques
CENOTECNIA (1ª temporada): Oxe Arte
CHEFE DE CENOTECNIA (1ª temporada): Filipe Cipriani
CENOTÉCNICO (1ª temporada): Leandro Gabriel (Ticão)
ASSISTENTE DE CENOTECNIA (1ª temporada): Nei Ferreira
ESTAGIÁRIO DE CENOTECNIA (1ª temporada): Israel Santos
CHEFE DE CENOTECNIA (2ª temporada): Fred Alvin
CENOTÉCNICOS (2ª temporada): Cassio Tomate e Fábio François
AJUDANTES DE CENOTECNIA (2ª temporada): Felipe Ribeirinho, Pablo Castro e Rafael Santos
CONCEPÇÃO E OPERAÇÃO DE LUZ: Luiz Guimarães
ASSISTENTE E OPERAÇÃO DE LUZ: Gleice Ferreira
ASSISTENTES DE ILUMINAÇÃO (2ª temporada): Eliedson Rosa e Chicão
ELÉTRICA: Fred Alvin
FIGURINO, MAQUIAGEM E CABELOS: Tina Melo
TRANÇAS: Mil Mar (Michelle Daltro)
COSTUREIRA: Saraí Reis
CONCEPÇÃO VIDEOGRÁFICA: Nin La Croix
VÍDEO MAPPING E VJ: Ani Haze
ASSISTENTE DE PROJEÇÃO (2ª temporada): Alice Braz
TEASERS DE DIVULGAÇÃO: Nin La Croix
REGISTRO FOTOGRÁFICO (1ª temporada): Shai Andrade e Taylla de Paula
REGISTRO FOTOGRÁFICO (2ª temporada): Shai Andrade e Gabriela Palha
PROJETO GRÁFICO: Laíza Ferreira
DIAGRAMAÇÃO DO PROJETO GRÁFICO (1ª temporada): Laís Machado e Christina Bakker
DIAGRAMAÇÃO DO PROJETO GRÁFICO (2ª temporada): Laís Machado
WEBDESIGN: Laís Machado

REGISTRO AUDIOVISUAL
Direção: Nin La Croix
Câmeras: Nin La Croix, Victor Brasileiro, Heder Novaes e Igor Albergaria
Som: Victor Brasileiro
Montagem: Nin La Croix e Victor Brasileiro

PRODUÇÃO E ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA:
Giro – Planejamento Cultural.
Coordenação de Produção: Gabriela Rocha
Produção: Flávia Santana e Joana Giron
Assistência de produção: Odilon Cerqueira
Administração financeira: Juliana Vieira

ASSESSORIA DE IMPRENSA (1ª temporada): Mônica Santana

COMUNICAÇÃO (2ª temporada): Preta Pretinha Art (Juliana Almeida)
ASSESSORIA DE IMPRENSA (2ª temporada): Théâtre Comunicação (Rafael Brito)

REALIZAÇÃO DA ÀRÀKÁ – Plataforma de Criação em Arte

Críticas, entrevistas e artigos

Clique sobre as imagens para acessar os textos na íntegra

Tempo crioulo, tempo criativo | Conversa com Diego Araúja

Daniele Avila Small e Lorenna Rocha | 28 de julho de 2022
Questão de Crítica

Memórias Afro-diaspóricas | Diego Araúja: Por um tempo em expansão

Nathalia Lavigne | 29 de junho de 2022
C& América Latina

The Language of Secrecy im Brazilian Performance "Quaseilhas"

Aldri Anunciação | 30 de setembro de 2018
The Theatre Times

Das Herz ist groß | O coração é grande

Georg Kasch | fevereiro de 2020
Adelante Festival | Theater Heidelberg

Emersões

Bárbara Pessoa | junho de 2018
Revista Barril

4 textos sobre teatro pro blog do FIT BH

Juliano Gomes |27 de setembro de 2018
Blog de Juliano Gomes

Quaseilhas: A Performative and Transmedial Memory

Ute Fendler
Universityof Bayreuth

Download (PDF)

Diego Araúja

Diego Araúja é natural de Salvador-BA e produz arte de modo expandido. Suas mídias são cênico-performáticas, visuais, literárias e audiovisuais; como diretor, cenógrafo, artista visual, dramaturgo, roteirista e escritor. Dirige o processo poético “Tempo Crioulo” para criação em arte expandida, apoiando-se nas culturas crioulas das Américas, África e Nordeste brasileiro. As obras nascidas desse processo são as crioullage’s. Sua crioullage nº 1 foi Quaseilhas – uma das vencedoras no “5º Prêmio Leda Maria Martins”. Araúja concebeu o game-ensaio “Laboratório Internacional de Crioulo” (LIC) dentro do “Programa Satélite” (Pivô Arte e Pesquisa – São Paulo, SP), onde expõe as motivações para se criar uma língua não-nascida do trauma através de um laboratório performático à longo prazo. Com a artista Laís Machado fundou a Plataforma ÀRÀKÁ e criou 2 obras, a palestra performance “Experimento Concreto” e a instalação “Sumidouro nº 2 – Diáspora Fantasma” para a 35ª Bienal de Arte de São Paulo.

Diego Araúja

Esta é a página de um espetáculo selecionado no âmbito do projeto O teatro e a democracia brasileira. As informações nela contidas são de responsabilidade de Diego Araúja, excetuando-se o texto da curadoria do projeto, sendo esse de responsabilidade da Foco in Cena, proponente deste projeto. Caso encontre um erro ou divergência de dados, favor entrar em contato através do e-mail contato@focoincena.com.br

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