Trilhas da Cena

Guto Muniz

Matraga

“MATRAGA NÃO É MATRAGA, NÃO É NADA. Matraga é Estêves. Augusto Estêves, filho do Coronel Afonsão Esteves, das Pindaíbas e do Saco-da-Embira. Ou Nhô Augusto – o homem”. Assim começa A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de João Guimarães Rosa (1908-1967). Assim continua a quase épica história do “homem”. Assim termina com a hora e a vez, “a morte e a morte” de Augusto Matraga.
Em três atos, Matraga, inspirada no conto A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de João Guimarães Rosa, tem libreto e música de Rufo Herrera, artista que, em 2023, completou 90 anos. E também participações dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado.

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Dois atores atuam no palco. Um agacha-se com uma roupa colorida e um chapéu, enquanto o outro fica de pé, usando um binóculo improvisado e roupas esfarrapadas. O cenário inclui uma árvore improvisada e adereços espalhados ao redor. A iluminação é dramática e temperamental. Foto: Guto Muniz

Quase Árvore

A peça teatral, inspirada nos poemas de Manoel de Barros, aborda o tema natureza de maneira poética e sensível, destacando o encontro entre gerações, a transição da infância para a adolescência e o apreço pela poesia. O velho poeta Carvalho guia o menino Carocinho em uma jornada em busca do pai (representado pela árvore) e da mãe (simbolizada pelo passarinho), explorando temas como a natureza, o crescimento e a arte. O espetáculo encanta com sua abordagem lúdica e emocionante sobre a conexão com a natureza e a magia da poesia.

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Um homem em traje tradicional está sentado, usando um turbante branco e uma peça de peito ornamentada, como o traje de um guerreiro africano. O cenário apresenta materiais texturizados e tons terrosos, com elementos tecidos e vegetais. Há um objeto que lembra uma pequena escultura ao lado dela. Foto: Guto Muniz

Segredo

Uma série de pesadelos perturba Jabé Enjaí, o corajoso General das forças de defesa do Antigo Império Gana – 1200 d.C. na África subsaariana. A fim de decifrar o tormento, Jabé Enjaí vai ao encontro de Jájabim Jabar Jajaa, o feiticeiro Louco. Tanto as descrições dos pesadelos pelo general, quanto as inquietantes revelações e conselhos do feiticeiro, se dão através de metáforas extraídas de lendas e contos populares Africanos.

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Urgente

Sua vida se deu no passado, é atropelada pelo presente, é adiada pra quando? Urgente, espetáculo da Cia. Luna Lunera, em parceria com o Areas Coletivo de Arte, é a captura do tempo de cinco pessoas. Cotidianos ordinários num espaço condensado. Relações inflamadas. O que se pode – ainda – desejar? É a vida se dando num lugar rachado.

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Uma mulher de vestido e cardigan está sentada, parecendo preocupada. Atrás dela, uma pessoa com o rosto enfaixado está sentada em uma cadeira, vestindo um terno e gravata borboleta vermelha. Outra pessoa está de pé ao fundo, como se tivesse saindo por uma porta, de terno e gravata. O fundo parece de madeira com algumas texturas e relevos. A iluminação é quente e suave. Foto: Guto Muniz

Humor

Um homem carrega uma rara doença, pombos infestam sua casa, um cacto toma conta do jardim. Outras pessoas o rodeiam tentando fazê-lo reviver memórias e gestos, enquanto se perguntam se é possível continuar.

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Um grupo de dançarinos e dançarinas se apresentando energicamente no palco. Eles estão usando trajes em tons de terra, e a iluminação cria uma atmosfera dramática com tons escuros e melancólicos. Os dançarinos estão se movendo em uníssono com poses dinâmicas e expressivas. Duas dançarinas no palco fazem uma pose dramática. A dançarina da esquerda está de cabeça para baixo, usando uma saia vermelha que cobre seu tronco de cabeça pra baixo, parecida com uma rosa. O dançarino da direita se inclina para frente em uma roupa preta e dourada. O fundo é escuro e somente as dançarinas são sutilmente iluminadas. Foto: Guto Muniz

Entre o Céu e as Serras

A montagem traz diversas referências culturais ao período barroco e à formação da identidade do povo mineiro. A religiosidade, o domínio português e a resistência da cultura negra, o contato do homem com a natureza e os desdobramentos dessas vivências foram conceitos pesquisados e traduzidos para o espetáculo de forma contemporânea pela Cia. de Dança.

Entre o Céu e as Serras navega pelos sentidos e significados da música, texto e corpos inscritos nos rituais e festividades das comunidades afrodescendentes, agentes expressivos de tradições e espiritualidade.

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Uma boneca de madeira com cabelo curto e óculos redondos está sentada dentro de um guarda-chuva branco aberto. Uma mão usando uma luva preta segura o pequeno guarda-chuva por trás. A cena é suavemente iluminada contra um fundo escuro. Foto: Guto Muniz

O Som das Cores

A partir do poema “O Cego” do checo Rainer Maria Rilke e do livro “O Som das Cores” do taiwanês Jimmy Liao, além das influências de várias fantasias cinematográficas, o espetáculo “O Som das Cores” traz a história de Lúcia, uma adolescente que perde a visão aos 15 anos e pensando que seu cachorro havia fugido com seus olhos, sai em busca dele. No subterrâneo das estações do Metrô e fora delas enfrenta perigos, derrota inimigos, e a tentativa de recuperar sua visão se transforma na maior aventura de sua vida.

A montagem é para o público em geral. O tema é abordado a partir de recursos de ilusionismo e trilha sonora com efeitos surround, provocando emoções e propondo outra maneira de interpretar a partir da exploração dos sentidos.

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Um homem vestindo uma camisa branca e colares de contas segura algumas latinhas de metal, pintadas de branco, em sua mão esquerda. Ele olha para cima com uma expressão de emoção. Uma faixa vermelha com um desenho de pomba branca é visível ao fundo. Foto: Guto Muniz

Galanga, Chico Rei!

O espetáculo traça um panorama da fabulosa história da vida de Chico, rei de uma tribo do Congo que é trazido como escravo para o Brasil e torna-se herói. Na peça usa-se a congada – bailado dramático tradicional em vários estados brasileiros, principalmente em Minas Gerais, em que os figurantes representam, com cantos, danças, cortejos, cavalgadas, levantamento de mastros e muita música, a coroação de um rei do Congo, mesclando cultos católicos com africanos.

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Uma mulher com uma expressão focada e desdenhosa segura um cigarro, enquanto observa dois homens parcialmente visíveis em primeiro plano, desfocados, emoldurando seu rosto. Ela está usando uma roupa estampada e um cachecol de pele. O fundo é suavemente iluminado. Foto: Guto Muniz

O Líquido Tátil

O “Líquido Tátil” foi escrito em 1997 por Daniel Veronese. um dos nomes mais reverenciados do teatro contemporâneo. A sugestão para a montagem deste texto partiu do próprio diretor. A trama gira em torno de uma família e seus diálogos sobre as artes, o ato teatral e os desejos inconscientes que perseguem o homem.

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Dançarinos, homens e mulheres, em vestidos e roupas coloridas se apresentam expressivamente com os braços erguidos em um palco coberto de papel branco espalhado. A frente do grupo uma mulher, de vestido marrom claro, tem os braços abaixados junto ao corpo enquanto executa o movimento de caminhar com uma das pernas ainda no ar com olhar distante O fundo pouco iluminado destaca os movimentos vibrantes e poses dinâmicas do grupo, iluminados por luzes suaves e quentes. Foto: Guto Muniz

Pó de Nuvens

Para os 30 anos do Grupo de Dança 1° Ato, os coreógrafos Denise Namura e Michael Bugdahn propõem uma obra que pode ser vista como uma travessia. Travessia de uma temporalidade onde o passado, presente e futuro se misturam para se tornar um tempo além do tempo.

Neste espetáculo, organizado como um livro com capa, capítulos e contracapa, dois grandes mineiros serão companheiros de viagem: João Guimarães Rosa e Milton Nascimento, suas vidas e obras

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