Trilhas da Cena

2023

Agropeça

Em uma arena que evoca rodeios e o centro de um sítio, personagens clássicos do imaginário nacional (Emília, Narizinho, Pedrinho, Tia Nastácia, Dona Benta, Visconde de Sabugosa e Marquês de Rabicó), inspirados em Monteiro Lobato, confrontam-se à mesa de jantar ou domando touros bravos. A montagem critica o universo rural e a influência do agronegócio na sociedade brasileira. Articula episódios políticos recentes, imaginário rural e herança cultural, com o rodeio como metáfora de um Brasil que atualiza estruturas históricas de exploração. A imersão em espaços não convencionais reafirma a linguagem cênica do grupo.

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Ocupação Noite das Estrelas

A Noite das Estrelas é uma ocupação artística que celebra a memória LGBTQIAPN+ nas favelas da Maré, Rio de Janeiro. Nascida de shows que Ney e Menga organizaram nos anos 1980, a ocupação contemporânea, dirigida pela Entidade Maré, estreiou em 2023 como espetáculo multifacetado: apresentação, filme, fotografia e experiência imersiva. Protagonizada por artistas negros da Maré, reafirma histórias de resistência e celebração da comunidade.

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Dembwa

Dembwa é uma travessia dançada por Marcos Ferreira e Ruan Wills que entrelaça corpo e memória para reativar saberes ancestrais. A obra entende a ginga como tecnologia: um gesto que desvia, cria e resiste. Entre o samba de caboclo e o funk, o espetáculo revisita raízes que pulsam em memória. Dembwa convida o público a reconhecer, na dança, a continuidade de uma herança viva que se projeta no presente como futuro.

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Jacinto Morto

Quais são as nossas prisões? Quem nos colocou nelas? É na busca por respostas para essas perguntas que o espetáculo “Jacinto Morto” mergulha em uma jornada de reflexão sobre a condição humana. Completando 100 dias em uma cela dois homens tentam entender o que os levou até ali. A peça levanta debates cruciais sobre a condição humana e as lutas por aceitação e igualdade para discutir questões sociais contemporâneas tendo como base a história de um casal LGBTQIAPN+.

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Zona Franca

Um grupo de dança, que é mais do que a soma dos seus membros, caminha em um Brasil que renasce das cinzas. Observamos nossas diversas mortes e vidas no decorrer de uma vida, como a cobra deixando para trás a pele morta, e levamos para a cena questionamentos sobre as encruzilhadas. Como se dão as lutas dentro nós, entre as forças que nos compõe? Seria uma nação capaz de escolher caminhar para a destruição?

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Um homem sem camisa com músculos tonificados está em pé sob iluminação quente e suave em tronco. Ele se encontra de costas, com uma mão tocando a testa. A cena é pouco iluminada, contra um fundo escuro. Foto: Guto Muniz

Arqueologias do Futuro

ARQUEOLOGIAS DO FUTURO é uma performance-depoimento a partir de memórias – vividas e inventadas – da vida do performer Mauricio Lima no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, acompanhado de mais 30 vozes, se perguntando: o que o corpo fala? Quais corpos são vistos e ouvidos? Quem tem direito de narrar suas próprias histórias? Uma navalha, o Menino Amarelinho, as rotas de fuga, o Homem-bola e o corpo-museu são os “artefatos” recolhidos nessa arqueologia, formando um mosaico imagético-sonoro, político-poético, sampleando ficção e documento, apontando as potências de vida e o futuro, não o que há de vir, mas o que já é, de corpos vivos e em movimento.

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Língua em Revista

Criar outras línguas. Falar outras línguas, sobre outras línguas, línguas que ainda não existem, histórias que ainda não foram contadas. Escrever, reescrever, não escrever, repensar, recriar, ruminar e restabelecer línguas e histórias. Aqui, nesta língua-história fala-se sobre outros caminhos. A língua-história registrada nas apostilas do ensino fundamental jogamos para o alto. Sobre ela, criaram-se novas estradas.

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Corpos Velhos, para que servem?

No espetáculo, cada bailarino traz seus gestos e movimentos enriquecidos por erros que se tornaram parte essencial do conhecimento. A performance oferece um diálogo não verbal e improvisado, carregado de memórias e histórias dos pioneiros da dança cênica, com mais de meio século de trajetórias individuais. Ao elevar esses corpos ao status de protagonistas, o trabalho revela a transversalidade e a urgência das questões relacionadas ao envelhecimento na sociedade. Além disso, celebra a continuidade da prática artística como um ato de resistência política, poética e subversiva, destacando a importância da arte em todas as fases da vida.

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Quatro atores, homens e mulheres, em trajes de época ornamentados, marrom-dourados, atuam no palco contra um fundo escuro. Uma atriz olha para frente, enquanto os outros olham em direções diferentes com expressões dramáticas, iluminados suavemente por uma luz quente. Foto: Renato Mangolin

Tempestade

A peça conta a história de um acerto de contas entre Próspera, Duquesa de Milão, e seu irmão Antônio. No passado, a Duquesa foi traída por ele, que, aproveitando-se do momento em que ela dedicava seu tempo aos cuidados da filha Miranda, recém-nascida, engendra um golpe de estado, com o apoio de Alonso, o Rei de Nápoles, lhe roubando o ducado, o que obriga Próspera a fugir com sua filha para evitar um destino cruel.

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