Trilhas da Cena

Em acervo

O Caminho para Meca

Helen Martins, uma escultora de formas intrigantes, que começou a criar depois dos 50 anos e após a morte do marido, foi até então, ou pelo menos tentou viver como tal, uma afrikaner. Seguindo os preceitos religiosos, obediente ao marido, mas insatisfeita com a sua condição, rompe, pelo menos em parte, com esse mundo, ao confinar-se em sua casa produzindo obra escultória, afastando-se dos cultos da igreja, entregando-se à compulsão criadora.

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Alma boa de Setsuan

“A alma boa de Setsuan” é de origem oriental e se passa na cidade chinesa de Setsuan, onde três deuses disfarçados chegam buscando abrigo de uma boa alma. Somente Chen Te, uma camponesa muito pobre, aceita hospedá-los.

Agradecidos pela generosidade, os deuses a presenteiam com uma quantia em ouro, para que ela abrisse uma tabacaria. Mas os moradores do vilarejo começam a arruinar o negócio de Chen Te com seus pedidos e chantagens. Para contornar a situação, Chen Te “cria” uma personagem, na figura de um primo austero (Chui Ta), que é ela mesma.

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Concerto para Rameirinhas

Concerto para Rameirinhas, da CiaSenhas de Teatro foi criado a partir de 2 contos da escritora paranaense Luci Collin. A profunda humanidade dos personagens de Collin e sua narrativa pungente dialoga diretamente com a CiaSenhas, fundamentalmente, no que diz respeito ao exercício de perceber a realidade a partir de uma lente dupla: crueldade e delicadeza.
A encenação propõe uma brincadeira erótica que põe em jogo o prazer do corpo, da palavra, da presença do Outro, do flerte e do sexo.

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Dolly

DOLLY é adaptação teatral do conto homônimo de Lygia Fagundes Telles. A história é ambientada nos anos de 1920 e o conto de Lygia é inspirado no episódio real do assassinato da atriz Virginia Rappe, ocorrido na Hollywood de 1921, e recontado no encontro das personagens Dolly e Adelaide, vividas em cena pela atriz Alethea Novaes.

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Teatro La Independencia

O Teatro La Independencia está sendo vendido para um empreendimento e o grupo que reside nele terá de concordar em abandonar o espaço ou permitir que sejam relocados num outro. No meio disso, os atores estão ensaiando o novo espetáculo que fala sobre América Latina. O espetáculo transita entre a realidade que se impõe e as nossas utopias, sonhos, desejos, onde essa utopia é transportada para essa América Latina que também é utópica. O que é ser latino-americano? Vendemos ou não vendemos La Independência? Eis a questão!

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Medeia Negra

Medeia é vista, por nós, como a fundação de uma exclusão fundamental para o patriarcado: a invisibilização da voz feminina. Sob o nome de “bárbaro” se justifica o exílio e a divisão do mundo entre civilização e barbárie. A peça vai então revelar, para o público, outras possíveis leituras do mito.

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MONSTRA!

Após uma frequência radioativa ser descoberta em um dos polos da Terra, uma equipe de cientistas é enviada pelo governo para investigar a radiação. Ao longo da pesquisa uma presença monstruosa emerge entranhada nas relações e nos acontecimentos, esse corpo estranho e mal compreendido em seu ato mais atroz nos desvela a humanidade e nos deixa a sensação de que nada será como antes. A proposta do espetáculo MONSTRA! é criar um encontro entre mito, ficção, e realidade, onde a figura da MONSTRA se estabelece como um arauto de crises.

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Zona Franca

Um grupo de dança, que é mais do que a soma dos seus membros, caminha em um Brasil que renasce das cinzas. Observamos nossas diversas mortes e vidas no decorrer de uma vida, como a cobra deixando para trás a pele morta, e levamos para a cena questionamentos sobre as encruzilhadas. Como se dão as lutas dentro nós, entre as forças que nos compõe? Seria uma nação capaz de escolher caminhar para a destruição?

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Pinóquio

A peça infantil Pinóquio é a primeira opereta da Cia PeQuod Teatro de Animação, em parceria com o músico e arranjador Tim Rescala, comemorando 21 anos da premiada companhia. O espetáculo, voltado a todos os públicos, é uma adaptação fiel à fábula de Carlo Collodi, e conta a história do boneco de madeira que sonha em ser gente, através da linguagem musical, mas com fortes referências ao Circo do século XIX.

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Uma pessoa com o rosto sujo de sangue é iluminada por uma única fonte de luz em um ambiente escuro. Ela está juntando as mãos e olhando em direção à luz, projetando sombras em suas feições. O fundo está quase todo obscurecido pela escuridão. Foto: Guto Muniz

O Livro de Jó

O Livro de Jó marca evolução dramatúrgica do Teatro da Vertigem, incorporando a palavra como elemento central. Encenado em hospital, o espetáculo explora sofrimento e vulnerabilidade humana através do texto bíblico. A montagem representa transição da linguagem gestual para construção de personagens, transformando o espaço hospitalar em lugar de reflexão sobre morte e fragilidade da condição humana.

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