Trilhas da Cena

Teatro

Uma pessoa com o rosto sujo de sangue é iluminada por uma única fonte de luz em um ambiente escuro. Ela está juntando as mãos e olhando em direção à luz, projetando sombras em suas feições. O fundo está quase todo obscurecido pela escuridão. Foto: Guto Muniz

O Livro de Jó

O Livro de Jó marca evolução dramatúrgica do Teatro da Vertigem, incorporando a palavra como elemento central. Encenado em hospital, o espetáculo explora sofrimento e vulnerabilidade humana através do texto bíblico. A montagem representa transição da linguagem gestual para construção de personagens, transformando o espaço hospitalar em lugar de reflexão sobre morte e fragilidade da condição humana.

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Foto: Leandro Miranda

Carolina Correa

Atriz, diretora, performer e idealizadora do Encontro Latinoamericano de Teatro (ELA). Dirige, investiga e atua em obras auto-ficcionais.

Dirigiu o curta “ANA” ganhador do prêmio de melhor atriz e curta-metragem autoficcional em “Cannes World Film Festival 2022”.

Mestranda em Artes pela UEMG, Pós-Graduada em “Teatro de los Sentidos” 2021 / Universidad de Girona / Espanha e Pós- Graduada em Performance e Arte pela Faculdade Angel Vianna – 2013 – Rio de Janeiro.

Graduada em Comunicação Social pela PUC MG – 1998 e Professora de Língua Espanhola – Colégio Rudolf Steiner MG – Waldorf.

Fundadora do Grupo Dos Dois, da Soller Centro de Artes e Coordenadora Internacional do Corredor Latinoamericano de Teatro.

É curadora internacional do Festival “Tiradentes em Cena” e produtora internacional do FIT BH / 2022.

Nas artes cênicas, Carolina Correa foi indicada ao prêmio de melhor atriz / Prêmio Sinparc 2011. Participou do Laboratório de Ator e do Grupo Tá na Rua, de Amir Haddad, no Rio de Janeiro em 2006 e se juntou ao “Núcleo de Treinamento do Ator”, sob a direção de Pedro Paulo Cava, em Belo Horizonte. E foi sob a direção de Cava que realizou algumas de suas obras como “As Rosas do Rosa” de 2005 e “Mulheres de Hollanda”, de 2007 a 2009.

Atua desde abril de 2013 nos solos autoficcionais “Carolina, Lorca”, TROMBO, ROMA e 999 apresentados em diversos festivais no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Cuba e Espanha. Participa também de documentários, curtas-metragens e campanhas publicitárias.

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Quatro pessoas em trajes teatrais estão dramaticamente de pé com os braços ao lado do corpo entre bancos de igreja, de frente para direções diferentes. Outra pessoa está sentada de costas para o espectador, olhando para elas. O cenário tem uma iluminação atmosférica e dourada. Foto: Guto Muniz

Paraíso Perdido

O Paraíso Perdido é um espetáculo do Teatro da Vertigem que explora questões metafísicas fundamentais: a perda do paraíso e a nostalgia das origens. Inspirado na obra de John Milton, textos bíblicos e relatos mesopotâmicos, a montagem associa o mito da queda aos sentimentos contemporâneos de decadência. Utilizando o universo da infância como metáfora, investiga a condição humana e nossa busca ancestral por religamento original.

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Foto: P. Silva

Arnaldo Alvarenga

Bailarino, coreógrafo, pesquisador e professor de dança.
Nasci em Curvelo (MG), em seis de março de 1958, mas sou belorizontino de coração, para onde minha família se mudou, em finais de 1963, após a viuvez de minha mãe; sou o nono filho de uma família de 5 homens e 5 mulheres. Sempre morei na região central de BH, na Av. Alvares Cabral, ao lado da Escola de Direito da UFMG. Hoje resido no quarteirão do Edifício Maletta, na Av. Augusto de Lima. Desde criança fui um apaixonado por História, as artes em geral, mas principalmente a música. Do meu pai, José Maria de Alvarenga, herdei o gosto pela Dança, da minha mãe a força e a determinação na concretização dos meus sonhos.

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Candomblé da Barroquinha

Em uma celebração à ancestralidade e à força do candomblé Ketu, O Candomblé da Barroquinha convida o público a adentrar um terreiro de candomblé e viajar pelos tempos. A peça conta a história de Marcelina, uma jovem abian que cresceu acompanhando sua mãe nas festas da roça que fazem parte de sua vida. Agora, Marcelina vive um dia de descobertas transformadoras, compreendendo seu papel dentro da comunidade e na salvaguarda cultural e espiritual de seu povo.

Enquanto nos transporta para o cotidiano do fictício Terreiro da Barroquinha, com suas atividades simples e sagradas – como cozinhar, cuidar da terra e saudar os mais velhos –, o espetáculo também nos leva por uma jornada histórica, explorando o chão simbólico onde o candomblé floresceu na Bahia.

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Uma pessoa com um vestido escuro esvoaçante corre em direção à câmera, em silhueta contra uma luz branca brilhante com janelas ao fundo. Foto: Regina Peduzzi Protskof

A mulher arrastada

Rio de Janeiro, 2014. Cláudia Silva Ferreira – mulher negra, pobre, 38 anos, mãe de 4 filhos biológicos e 4 adotivos – é brutalmente alvejada pela Polícia Militar ao sair de casa no Morro da Congonha (RJ) para comprar pão pra sua família. Após, seu corpo é atirado às pressas no camburão da viatura e arrastado ainda com vida em meio ao tráfego da capital fluminense sob o olhar horrorizado de motoristas e pedestres. Entrelaçando fato verídico e ficcional, esta peça-manifesto mostra a figura trágica de Cláudia reivindicando o que durante a cobertura jornalística do caso foi aos poucos apagado: o seu nome, elemento este que foi substituído pela impessoal, violenta e cruel alcunha de “Mulher Arrastada”.

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Uma pessoa vestindo camisa branca e calça amarela agacha-se energicamente entre plantas verdes, com um rosto expressivo e punhos erguidos, em frente a uma parede cor de ferrugem. Foto: Guto Muniz

A lenda de Ananse: um herói com rosto africano

Baseado na mitologia Ashanti, (grupo étnico-linguístico localizado em Gana – País do oeste africano) o espetáculo narra as aventuras vividas por um velho de nome Kwaku Ananse para trazer do céu as histórias guardadas por Nyame – O deus do céu, num baú encantado que só lhe será entregue após serem cumpridas três importantes tarefas, capturar: Ozebo – O leopardo de dentes terríveis, Nmboro – O maribondo que ferroa como fogo e Moatha – A fada que nunca foi vista, missão que só se fará possível graças à grande sabedoria desse herói – dádiva que só o tempo traz.

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Zumbi está vivo e continua lutando

Zumbi está vivo e continua lutando é a terceira versão da peça teatral Zumbi, criada em 1995 por Marcio Meirelles, Aninha Franco e o Bando de Teatro Olodum. Uma segunda versão foi criada logo na sequência e apresentada em Londres, na Inglaterra. Ainda em 1995, com o retorno de Marcio Meirelles para o Brasil, foi realizada a terceira versão: Zumbi está vivo e continua lutando. O projeto faz parte das homenagens organizadas em torno dos 300 anos da morte do líder negro Zumbi, um dos principais organizadores do Quilombo de Palmares. A peça resgata o contexto histórico de Palmares e contribui para ampliar o processo de discussão sobre o negro na sociedade atual, ainda, em sua maioria, marginalizado e vivendo em situação de pobreza.

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Foto: Guto Muniz

Elvira Santos

Jornalista graduada pela PUC Minas (1989), especializada em Gestão Cultural pela Universidade Internacional da Catalunha (2018), Produção e Crítica Cultural pela PUC Minas (2015) e Jornalismo Cultural pela Universidade Estácio de Sá (2002).

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