Trilhas da Cena

Teatro

Vinte!

Vinte! é uma reivindicação ficcional da memória dos movimentos artísticos negros dos anos 1920 no Brasil. A partir de uma crítica à peça Tudo Preto (1926), da Companhia Negra de Revistas, a obra constrói uma relação poética com a cidade do Rio, com as artes e com o tempo, sob uma perspectiva afro-contemporânea.

Vinte! Read More »

Três idosos negros estão sentados e em pé em um local pouco iluminado. Uma pessoa segura uma câmera, outra está sentada de braços cruzados e uma terceira sorri. Uma pequena mesa com um jarro de vidro e uma garrafa está no centro. no canto direito da foto é possível ver uma quarta pessoa de costas, desfocada, que parece ter características semelhantes e estar olhando para os outros três. A logo do projeto O teatro e a democracia brasileira aparece acima à esquerda. Foto: Noelia Nájera

Bom dia, Eternidade

Quatro irmãos idosos que sofreram um despejo quando crianças recebem a restituição do terreno após quase 60 anos e se encontram para decidir o que fazer. O tempo se embaralha em um jogo de cortinas e um mosaico de histórias reais e ficcionais é costurado no quintal da antiga casa acompanhado de um bom café e de um velho samba. Em cena, uma banda de quatro músicos, cada qual com mais de sessenta anos, em um jogo friccional com as narrativas dos atores/atriz d`O Bonde. Um espetáculo que descortina a realidade do passado olhando para o presente.

Bom dia, Eternidade Read More »

Autorretrato

Silvia Machado

Silvia Machado
Bailarina, Fotógrafa, mãe, cozinheira e outras coisas mais…
Sou filha de um professor de Educação Física/Fisioterapeuta e de uma Pianista/Desenhista. Minha infância foi entre bolas, chuteiras, redes, bicicletas, pipas, patins, água, lápis de cor, tintas, livros e muita música.

Silvia Machado Read More »

Um homem sem camisa com músculos tonificados está em pé sob iluminação quente e suave em tronco. Ele se encontra de costas, com uma mão tocando a testa. A cena é pouco iluminada, contra um fundo escuro. Foto: Guto Muniz

Arqueologias do Futuro

ARQUEOLOGIAS DO FUTURO é uma performance-depoimento a partir de memórias – vividas e inventadas – da vida do performer Mauricio Lima no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, acompanhado de mais 30 vozes, se perguntando: o que o corpo fala? Quais corpos são vistos e ouvidos? Quem tem direito de narrar suas próprias histórias? Uma navalha, o Menino Amarelinho, as rotas de fuga, o Homem-bola e o corpo-museu são os “artefatos” recolhidos nessa arqueologia, formando um mosaico imagético-sonoro, político-poético, sampleando ficção e documento, apontando as potências de vida e o futuro, não o que há de vir, mas o que já é, de corpos vivos e em movimento.

Arqueologias do Futuro Read More »

Foto: Guto Muniz

Mona Magalhães

Mona Magalhães é doutora em Estudos da Linguagem – UFF / 2010; Mestre em Ciência das Artes – UFF / 2004; Especialista em maquiagem – Makeup Designory (MUD / USA); Bacharel em Artes Cênicas – UNIRIO. É Professora Associado III da Escola de Teatro da UNIRIO, responsável pelas disciplinas de Caracterização I, II e III. Responsável pela maquiagem de caracterização de mais de 90 obras teatrais.

Mona Magalhães Read More »

Homem Cavalo e Sociedade Anônima

O espetáculo apresenta um cruzamento de situações sobre trabalho, moradia e consumo, costurado pela fábula de um homem animalizado e explorado em seus esforços por sobrevivência, como metáfora das impossibilidades, ilusões e contradições estampadas em nosso cotidiano. A obra materializa com fragmentos de poesia áspera a velha exploração do homem pelo homem. A obra épica conjuga a narrativa fabular com recortes de cenas, muitas vezes independentes, com tênue ligação temática e que, na somatória, despejam sobre nossas cabeças uma contumaz análise do capitalismo. É, entre outras, a fábula de um homem que puxa seu patrão acomodado sobre uma carroça. O “jovem trabalhador” (nome do personagem).

Homem Cavalo e Sociedade Anônima Read More »

Foto: Gustavo Túlio

Wellington Junior

eórico do teatro, encenador, professor, crítico e pesquisador. Membro da equipe editorial da Revista Experimenta/o – revista da graduação em Teatro da Unirio. Bacharel em Estética e Teoria do Teatro na Unirio. Mestrando do PGGAC-Unirio. Organizador do livro Memórias da Cena Pernambucana (Vol.1); Idealizador e organizador do Seminário Internacional de Crítica Teatral de Recife (ao lado da Renascer Produções Culturais); Crítico participante da Residência Crítica da MIT-SP ( Mostra Internacional de Teatro de Sao Paulo) em 2020. Crítico colaborador dos sites: TeatroPe, Quarta Parede e Mostra Capiba de Teatro.

Wellington Junior Read More »

Uma mulher está de costas para a câmera, envolta em uma bandeira brasileira. Ela está de frente para uma parede texturizada com persianas de madeira fechadas, em um espaço com tinta descascada e tijolos aparentes e ásperos. No canto superior esquerdo da imagem está a logo do projeto O teatro e a democracia brasileira. Foto: Adriana Marchiori

Terra adorada

Um espetáculo sobre nós, dirigido a nós, os brasileiros que não se consideram índios. Entrelaçando narrativas vivenciadas em terras indígenas Kanhgág e Mbyá Guarani, notícias jornalísticas, dados históricos, palavras de pensadores indígenas contemporâneos, além de memórias sobre sua origem indígena, Ana Luiza da Silva apresenta um olhar crítico sobre esse Brasil parido à força, inventado a partir das dores de mulheres pegas no laço. Um espetáculo sobre um país que “vai pra frente”…

Terra adorada Read More »

Representação artística de um bebê deitado de costas, estendendo os braços em direção a um tamborete.. O fundo apresenta formas abstratas em tons quentes, criando uma atmosfera texturizada e onírica. No canto inferior direito, sobreposta à imagem, está a logo do projeto "O teatro e a democracia brasileira". Arte: Manu Militão

Uma boneca no lixo

O espetáculo é um monólogo musical que discute a temática da “diferença” num país multicultural. É a estória de um bebê negro encontrado por uma enfermeira japonesa numa lata de lixo, na periferia da Grande São Paulo. A partir daí, vários personagens buscam soluções diante do conflito gerado pelas diferenças. O texto é pontuado por músicas executadas pelo grupo de percussão Asé-Dudú.

Uma boneca no lixo Read More »

Foto: Miriam Assumpção

Guilherme Diniz

Guilherme Diniz é pesquisador, crítico teatral e curador independente. É graduado em Teatro (EBA/UFMG) e mestre em Estudos Literários (FALE/UFMG) com dissertação sobre a fortuna crítica do Teatro Experimental do Negro. É crítico teatral do site Horizonte da Cena (MG), tendo já realizado coberturas de diversos festivais de teatro do país.

Guilherme Diniz Read More »