Trilhas da Cena

Região Nordeste

Dembwa

Dembwa é uma travessia dançada por Marcos Ferreira e Ruan Wills que entrelaça corpo e memória para reativar saberes ancestrais. A obra entende a ginga como tecnologia: um gesto que desvia, cria e resiste. Entre o samba de caboclo e o funk, o espetáculo revisita raízes que pulsam em memória. Dembwa convida o público a reconhecer, na dança, a continuidade de uma herança viva que se projeta no presente como futuro.

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Ana e Tadeu

Ana e Tadeu tinham 15 anos de casamento, mais um filho, o menino Jorge. A violência urbana desencadeou uma sucessão de acontecimentos que mudaram irreversivelmente a vida e a subjetividade dessas personagens. Com o casamento arruinado, Tadeu volta para pegar suas coisas e levar sua mudança. Contudo, encontra a casa cercada por um tiroteio. Confinados, Ana e Tadeu aparam as últimas arestas de uma relação cercada por afeto, dor e pela própria violência que os atravessa e os limita.

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Candomblé da Barroquinha

Em uma celebração à ancestralidade e à força do candomblé Ketu, O Candomblé da Barroquinha convida o público a adentrar um terreiro de candomblé e viajar pelos tempos. A peça conta a história de Marcelina, uma jovem abian que cresceu acompanhando sua mãe nas festas da roça que fazem parte de sua vida. Agora, Marcelina vive um dia de descobertas transformadoras, compreendendo seu papel dentro da comunidade e na salvaguarda cultural e espiritual de seu povo.

Enquanto nos transporta para o cotidiano do fictício Terreiro da Barroquinha, com suas atividades simples e sagradas – como cozinhar, cuidar da terra e saudar os mais velhos –, o espetáculo também nos leva por uma jornada histórica, explorando o chão simbólico onde o candomblé floresceu na Bahia.

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Zumbi está vivo e continua lutando

Zumbi está vivo e continua lutando é a terceira versão da peça teatral Zumbi, criada em 1995 por Marcio Meirelles, Aninha Franco e o Bando de Teatro Olodum. Uma segunda versão foi criada logo na sequência e apresentada em Londres, na Inglaterra. Ainda em 1995, com o retorno de Marcio Meirelles para o Brasil, foi realizada a terceira versão: Zumbi está vivo e continua lutando. O projeto faz parte das homenagens organizadas em torno dos 300 anos da morte do líder negro Zumbi, um dos principais organizadores do Quilombo de Palmares. A peça resgata o contexto histórico de Palmares e contribui para ampliar o processo de discussão sobre o negro na sociedade atual, ainda, em sua maioria, marginalizado e vivendo em situação de pobreza.

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Um homem de barba está de pé com os braços estendidos, agindo apaixonadamente em frente a uma imagem projetada que mostra duas figuras - uma voltada para a frente com os braços abertos como o primeiro homem, vestido roupa de cangaceiro e outra vista por trás - em meio a uma cena dramática de conflito armado. Foto: Carlos Gomes

A invenção do Nordeste

Um diretor é contratado por uma grande produtora para realizar a missão de selecionar um ator nordestino que possa interpretar com maestria um personagem nordestino. Depois de vários testes e entrevistas, dois atores vão para a final e o diretor tem sete semanas para deixá-los prontos para o último teste. Durante as 7 semanas de preparação, os atores refletem sobre sua identidade, cultura, história pessoal e descobrem que ser e viver um personagem nordestino não é tarefa simples.

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Autorretrato

Caio Lírio

Nascido em Salvador/BA, Caio Lírio é fotógrafo e desenvolve desde 2012 trabalhos em diversos segmentos dentro dessa linguagem, principalmente no registro de cena e movimento em espetáculos da capital baiana. Atua fotografando teatro, dança, shows de música, bastidores de obras audiovisual, além de retratos e outros processos imagéticos.

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Rita Aquino

Rita Aquino é artista e pesquisadora de dança. Codiretora do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (FIAC Bahia), no qual dedica-se à curadoria e às atividades de formação, mediação e acessibilidade do festival. Professora da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia com atuação na graduação e pós-graduação, atualmente é Coordenadora de Arte e Cultura na Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura da universidade.

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MONSTRA!

Após uma frequência radioativa ser descoberta em um dos polos da Terra, uma equipe de cientistas é enviada pelo governo para investigar a radiação. Ao longo da pesquisa uma presença monstruosa emerge entranhada nas relações e nos acontecimentos, esse corpo estranho e mal compreendido em seu ato mais atroz nos desvela a humanidade e nos deixa a sensação de que nada será como antes. A proposta do espetáculo MONSTRA! é criar um encontro entre mito, ficção, e realidade, onde a figura da MONSTRA se estabelece como um arauto de crises.

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A desafortunada história do romance de Julieta e Romeu

Uma trupe composta por sete corpos da rua apresenta a peça A Desafortunada História do Romance de Julieta e Romeu. Nesta montagem carnavalesca e repleta de referências musicais brasileiras, o dramaturgo se vale de uma poética de encruzilhadas, em que se inspira em textos e cenas emblemáticas de outros gêneros literários e autores: o drama de William Shakespeare, a poesia do poeta Arthur Brooke, a prosa de Matteo Bandello e a poesia popular de João Martins de Athayde, sendo esta última, a base principal para a encenação.

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