Trilhas da Cena

Região Sudeste

Denise Stutz

Denise Stutz iniciou seus estudos de dança em Belo Horizonte. Em 1975, fundou o Grupo Corpo ao lado de outros 10 bailarinos. Trabalhou com Lia Rodrigues como bailarina, professora e assistente de direção. Também foi professora do curso técnico da Escola Angel Vianna.

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Vinte!

Vinte! é uma reivindicação ficcional da memória dos movimentos artísticos negros dos anos 1920 no Brasil. A partir de uma crítica à peça Tudo Preto (1926), da Companhia Negra de Revistas, a obra constrói uma relação poética com a cidade do Rio, com as artes e com o tempo, sob uma perspectiva afro-contemporânea.

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Três idosos negros estão sentados e em pé em um local pouco iluminado. Uma pessoa segura uma câmera, outra está sentada de braços cruzados e uma terceira sorri. Uma pequena mesa com um jarro de vidro e uma garrafa está no centro. no canto direito da foto é possível ver uma quarta pessoa de costas, desfocada, que parece ter características semelhantes e estar olhando para os outros três. A logo do projeto O teatro e a democracia brasileira aparece acima à esquerda. Foto: Noelia Nájera

Bom dia, Eternidade

Quatro irmãos idosos que sofreram um despejo quando crianças recebem a restituição do terreno após quase 60 anos e se encontram para decidir o que fazer. O tempo se embaralha em um jogo de cortinas e um mosaico de histórias reais e ficcionais é costurado no quintal da antiga casa acompanhado de um bom café e de um velho samba. Em cena, uma banda de quatro músicos, cada qual com mais de sessenta anos, em um jogo friccional com as narrativas dos atores/atriz d`O Bonde. Um espetáculo que descortina a realidade do passado olhando para o presente.

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Homem Cavalo e Sociedade Anônima

O espetáculo apresenta um cruzamento de situações sobre trabalho, moradia e consumo, costurado pela fábula de um homem animalizado e explorado em seus esforços por sobrevivência, como metáfora das impossibilidades, ilusões e contradições estampadas em nosso cotidiano. A obra materializa com fragmentos de poesia áspera a velha exploração do homem pelo homem. A obra épica conjuga a narrativa fabular com recortes de cenas, muitas vezes independentes, com tênue ligação temática e que, na somatória, despejam sobre nossas cabeças uma contumaz análise do capitalismo. É, entre outras, a fábula de um homem que puxa seu patrão acomodado sobre uma carroça. O “jovem trabalhador” (nome do personagem).

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BAK Artes Performativas

Coordenado por João Marcelo Pallottino, o coletivo BAK Artes Performativas reúne artistas multidisciplinares da Zona Norte do Rio de Janeiro. Desde 2016, investiga o cruzamento entre teatro, dança, audiovisual e artes visuais para criar uma cena híbrida e uma linguagem autoral contemporânea e diversa.

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Um homem de camisa bege gesticula expressivamente no palco, com duas mulheres de pé ao fundo, sob iluminação fraca. Foto: Renato Mangolin

Língua

Uma mãe prepara a festa de aniversário para seu filho, um taxista surdo que cresceu rodeado de ouvintes. O encontro, que reúne um pequeno grupo de amigos do rapaz, revela os afetos, mas também os dilemas e a diferença cultural entre eles. Além disso, convida-nos a perceber como lidamos com a distância entre aquilo que se sente e a tentativa de dizê-lo.

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Cecilia Ripoll

Dramaturga, diretora e atriz formada pela UNIRIO. Desde 2016, intensificou sua produção autoral em textos para o público adulto e infantil, colaborando com diversos coletivos. Foi indicada ao Prêmio Shell RJ em 2018 pelo texto “ROSE” e, novamente, em 2023 pela obra “PANÇA”.

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Natasha Corbelino

Atriz, performer, autora, diretora, produtora, pesquisadora, curadora. Mestre em Artes da Cena/UFRJ com pesquisa performativa com a Constituição Brasileira. ossui trajetória internacional, tendo gerido produções de Alice Ripoll em turnês pela Europa. Atua em curadorias indicadas ao Prêmio Shell e foca sua prática na experimentação performativa.

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