Trilhas da Cena

São Paulo

Autorretrato

Silvia Machado

Silvia Machado
Bailarina, Fotógrafa, mãe, cozinheira e outras coisas mais…
Sou filha de um professor de Educação Física/Fisioterapeuta e de uma Pianista/Desenhista. Minha infância foi entre bolas, chuteiras, redes, bicicletas, pipas, patins, água, lápis de cor, tintas, livros e muita música.

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Três idosos negros estão sentados e em pé em um local pouco iluminado. Uma pessoa segura uma câmera, outra está sentada de braços cruzados e uma terceira sorri. Uma pequena mesa com um jarro de vidro e uma garrafa está no centro. no canto direito da foto é possível ver uma quarta pessoa de costas, desfocada, que parece ter características semelhantes e estar olhando para os outros três. A logo do projeto O teatro e a democracia brasileira aparece acima à esquerda. Foto: Noelia Nájera

Bom dia, Eternidade

Quatro irmãos idosos que sofreram um despejo quando crianças recebem a restituição do terreno após quase 60 anos e se encontram para decidir o que fazer. O tempo se embaralha em um jogo de cortinas e um mosaico de histórias reais e ficcionais é costurado no quintal da antiga casa acompanhado de um bom café e de um velho samba. Em cena, uma banda de quatro músicos, cada qual com mais de sessenta anos, em um jogo friccional com as narrativas dos atores/atriz d`O Bonde. Um espetáculo que descortina a realidade do passado olhando para o presente.

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Homem Cavalo e Sociedade Anônima

O espetáculo apresenta um cruzamento de situações sobre trabalho, moradia e consumo, costurado pela fábula de um homem animalizado e explorado em seus esforços por sobrevivência, como metáfora das impossibilidades, ilusões e contradições estampadas em nosso cotidiano. A obra materializa com fragmentos de poesia áspera a velha exploração do homem pelo homem. A obra épica conjuga a narrativa fabular com recortes de cenas, muitas vezes independentes, com tênue ligação temática e que, na somatória, despejam sobre nossas cabeças uma contumaz análise do capitalismo. É, entre outras, a fábula de um homem que puxa seu patrão acomodado sobre uma carroça. O “jovem trabalhador” (nome do personagem).

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Foto: Guto Muniz

Prima Facie

Em cena, Débora Falabella vive a bem-sucedida advogada Tessa, que tem acusados de violência sexual entre seus clientes. Vinda de uma família pobre, ela batalhou e venceu no complexo mundo da advocacia. Ao mesmo tempo em que experimenta o sucesso, ela precisa encarar uma crise que a obriga a rever uma série de valores e princípios, além de refletir sobre o sistema judicial, a condição feminina e as relações conturbadas entre diversas esferas de poder.

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Foto João Caldas

O Vazio na Mala

Em “O Vazio na Mala”, Samuel, renomado jornalista de guerra, retorna ao Brasil em 2005 para vender o apartamento dos pais, fechado desde a morte deles, há mais de 5 anos. Porém, ao mergulhar nas memórias familiares, ele se depara com conflitos e segredos. A avó, Esther, guarda numa mala fechada os relatos e documentos da fuga da Alemanha nazista Em meio a revelações sobre o passado violento de seu pai, Franz, a cuidadora Ruth surge como elo de afeto e uma força propulsora do encontro entre Samuel e Esther e das transformações necessárias a cada um. Baseada em eventos reais, “O Vazio na Mala” explora temas universais como família, ciclos e a busca por significado.

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Corpos Velhos, para que servem?

No espetáculo, cada bailarino traz seus gestos e movimentos enriquecidos por erros que se tornaram parte essencial do conhecimento. A performance oferece um diálogo não verbal e improvisado, carregado de memórias e histórias dos pioneiros da dança cênica, com mais de meio século de trajetórias individuais. Ao elevar esses corpos ao status de protagonistas, o trabalho revela a transversalidade e a urgência das questões relacionadas ao envelhecimento na sociedade. Além disso, celebra a continuidade da prática artística como um ato de resistência política, poética e subversiva, destacando a importância da arte em todas as fases da vida.

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A Ultima Sessão de Freud

A ação se passa em 1939 no gabinete de Freud na Inglaterra onde havia se exilado, depois de ter fugido da Áustria, por causa da perseguição nazista em plena segunda guerra mundial.
Em seu gabinete Sigmund Freud, pai da psicanalise, ateu convicto e implacável critico da crença religiosa, recebe o escritor poeta e critico literário C.S Lewis, dois gênios que influenciaram o pensamento critico e filosófico da sociedade do século XX.

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Por ti, Portinari

“Por ti, Portinari é uma declaração de amor à obra de Portinari e à sua forma de ver o mundo. Será uma viagem pelas suas obras como reconhecimento de seu caminho em busca de sua essência, partindo da grande obra “Guerra e Paz” para traçar um caminho afetivo sobre esse retorno a nossa infância, que passará por obras como “Os retirantes” e “Os espantalhos” até chegar a seus “Meninos no Balanço”, “Meninos Soltando Pipas” e “Palhacinhos na Gangorra”.

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foto: Silvia Machado

Solos de Rua

“Solos de Rua” inspira-se no texto manifesto “As Embalagens”, de Tadeusz Kantor. Trata-se de um jogo coreográfico no qual as bailarinas e a lona se afetam mutuamente em espaços públicos de grande circulação, misturando-se à paisagem local. Não é possível saber, ao certo, o que emerge de dentro da multidão. O que se sabe é que, de vez em quando, não convém permanecer em silêncio, pois é urgente mover,dobrar(-se), friccionar, atar, ocultar, revelar, desviar, dizer e não apaziguar. Criado a partir da performance solo de Luciana Bortoletto “Solo de Rua”, de 2012 e contemplado com o prêmio Denilto Gomes/ 2013, em 2016 foi recriado dentro do projeto Vir-a-Ser, para manutenção de pesquisa, contemplado pela XX Edição do Edital de Fomento à Dança da cidade de São Paulo.

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O Lago dos Cisnes

O Lago dos Cisnes é um balé com música especialmente composta por Tchaikovsky que estreou em 1877 no Teatro Bolshoi, mas somente em 1895, com nova coreografia de Marius Petipa e Lev Ivanov, para o teatro Mariinsky, em São Petersburgo, se tornou um enorme sucesso. O Lago dos Cisnes da São Paulo Companhia de Dança é feito sob medida para os artistas da casa. A coreografia de Mario Galizzi dialoga com a tradição e se renova nas relações dos personagens, no detalhe das pantomimas, nos desenhos das cenas, em sintonia fina com a música emblemática de Tchaikovsky e coloca todos os artistas em cena.

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