Trilhas da Cena

Teatro

Uma pessoa de cabelos curtos se aproxima de outra pessoa com cabelos loiros encaracolados e maquiagem dramática, que parece estar com os olhos arregalados e gritando. A cena é banhada por uma intensa iluminação laranja, criando um clima dramático e teatral.

A Farinhada

Primeiro espetáculo de palco do grupo Joana Gajuru, A Farinhada narra a história de Pedro Bom e Rosa Maria, que junto com os trabalhadores de uma casa de farinha do interior alagoano, sofrem a opressão e perseguição do patrão. Ficou no repertório do grupo Joana Gajuru até 2006. Nesse período, ganhou cerca de 30 prêmios, mais de 50 indicações, percorreu mais de 30 cidades do País e foi vista por mais de 100 mil pessoas.

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Retrato de Yara. Foto: Fábio Audi

Yara de Novaes

Sou atriz, fundamentalmente atriz. Daí vem minha a imaginação para dirigir um espetáculo, montar uma aula, pensar um projeto.

Escolhi ser atriz desde que, aos 14 anos, levada por minha irmã, Denise, assisti a um espetáculo no auditório da Universidade Católica de Minas gerais, em que uma atriz (que infelizmente não sei quem é) num foco amarelado, feito por um refletor ordinário, conseguia, sozinha, criar matéria, energia, espaço e tempo.

Em 1982, entrei como bolsista na oficina de teatro de Pedro Paulo Cava e nunca mais deixei de trabalhar com aquilo que me salvou, libertou, soltou, melhorou.

Fundei e participei de três companhias de teatro: Grupo Teatral Encena e Odeon Companhia Teatral, em Belo Horizonte; e Grupo 3 de Teatro, em São Paulo. Nelas pude me experimentar em diversos papéis, nelas me formei como diretora e tive grandes parceiros e parceiras. Também fora delas tudo isso aconteceu.

Também sou professora de teatro, desde 1992. Trabalhei na PUC Minas, UNI-BH, UFPE e FAAP-SP.

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Uma artista em um vestido vermelho largo e dramático está elevada no palco, iluminada por uma luz vermelha, com seis figuras em silhueta abaixo em um piso xadrez.

Las Choronas

Las Choronas é um espetáculo crítico e provocador, entre o teatro do absurdo e o surrealismo, que aborda amor, identidade, abandono, marginalidade e crítica política. Dirigido e escrito por Byron O’Neill, foi construído de modo colaborativo a partir de improvisações, partituras gestuais, fragmentos poéticos e referências como David Lynch e Samuel Beckett. Em cena, elenco e bonecos se manipulam num jogo visual que tensiona humano/objeto, som/gesto, ouvir/ver. A Libras é integrada como matéria coreográfica e poética, ampliando a experiência sensorial e acessível.

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Denise Stutz

Denise Stutz iniciou seus estudos de dança em Belo Horizonte. Em 1975, fundou o Grupo Corpo ao lado de outros 10 bailarinos. Trabalhou com Lia Rodrigues como bailarina, professora e assistente de direção. Também foi professora do curso técnico da Escola Angel Vianna.

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Arame Farpado

Arame Farpado é um espetáculo que emerge da exclusão de estudantes de favela e periferias na universidade. Criado coletivamente através de memórias pessoais e experiências vividas, o trabalho rompe barreiras entre cena e plateia, buscando autenticidade e experimentação. Inspirado no Teatro do Oprimido, questiona convenções teatrais tradicionais para dar voz e poder a narrativas marginalizadas nas artes cênicas.

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Cecilia Ripoll

Cecilia Ripoll é dramaturga, diretora, atriz e professora. Formou-se em Licenciatura em Artes Cênicas pela UNI-RIO.

De 2016 para cá se intensificou na atividade como autora, escrevendo diversos textos para teatro, dentre adultos e infantis, dentre os de idealização própria e também a convite de coletivos parceiros.

Foi indicada ao Prêmio Shell RJ 2023 pelo texto PANÇA (Dir. Cecilia Ripoll / Codireção Amanda Piava) e ao Shell RJ 2018 pelo texto ROSE (Dir. Vinicius Arneiro).

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Manifesto Transpofágico

Manifesto Transpofágico é um espetáculo teatral solo de Renata Carvalho que ressignifica o Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade sob perspectiva transgênero. Mesclando autobiografia, ficção e intervenção política, a montagem utiliza projeções, cenografia minimalista e trilha eletrônica para explorar corpos em constante transformação. Desde 2019, circula por festivais nacionais e internacionais.

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Guto Muniz

Fotografia de cena Criador e coordenador do Trilhas da Cena Guto Muniz Minas Gerais / Rio de Janeiro Guto Muniz, fotógrafo desde 1987, dedica sua carreira às artes cênicas e à cultura. Mineiro de nascimento (e de alma), atualmente reside no Rio de Janeiro.   Ao longo de sua trajetória, registrou cerca de 2.000 apresentações

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Enfim um líder

Enfim um Líder é a obra mais ambiciosa do ERRO Grupo, um acontecimento imersivo que ultrapassa o teatro tradicional. Durante 3 dias consecutivos (42 horas), cidadãos participam de uma recepção ao Líder, das 6h às 20h, culminando com sua chegada no terceiro dia. O projeto transforma centros urbanos em espaço de experiência coletiva, ocupando e se diluindo simultaneamente no cotidiano. Representa a continuação da pesquisa do grupo sobre intervenção urbana desde 2001, funcionando como um acontecimento histórico, político e social que desafia todos os envolvidos.

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Foto: Daniel Barboza

Miwa Yanagizawa

Nascida na zona sul da capital paulista, mora na cidade do Rio de Janeiro desde 1985. Artista amarela, de ancestralidade japonesa, é atriz, diretora e professora de teatro. Graduada em Artes Cênicas pela Faculdade da Casa de Artes de Laranjeiras (RJ). Fundadora do Areas Coletivo (2012), juntamente, com Maria Silvia Siqueira Campos, Liliane Rovaris e Camila Márdila. Integrou a ciateatroautônomo, dirigida por Jefferson Miranda, por 17 anos (1996-2013). Participou, ainda, nos anos 90, da Cia Ensaio Aberto e da Cia Ser Tão Criação Cênica, dirigidas por Luiz Fernando Lobo e Ticiana Studart, respectivamente. Iniciou os estudos em Artes Cênicas na Universidade do Rio de Janeiro (UNIRIO) assim que chegou à cidade, porém, o curso ficou incompleto para se profissionalizar. Estreou nos palcos em 1988 com Cinderela Chinesa, uma peça infantil dirigida por Luiz Duarte, no Teatro Nelson Rodrigues. Na direção, o primeiro espetáculo foi Camarim 571 (2004), uma peça de formatura da Escola de Teatro do Sated que ficava no Retiro dos Artistas. Eram histórias colhidas de artistas-residentes do Retiro e contava com a participação delas/deles. No audiovisual, o primeiro trabalho foi em Filhos do Sol, série produzida pela TV Manchete (1991). Trabalhou como diretora-pedagoga no Grupo Nós do Morro, de 2000 a 2010, e, ainda, participou da formação inicial e da criação de espetáculos do Grupo Código, na cidade de Japeri (RJ), pelo Tempo Livre, projeto em parceria do Nós do Morro com o SESC/RJ. Lecionou na Escola SESC de Arte Dramática (ESAD/RJ) e no Núcleo de Formação em Expressões Artísticas, do SESC Niterói (2021/22). Desde 2013, ministra cursos e oficinas a partir de uma pesquisa sobre a escuta para atrizes e atores desenvolvida pelo Areas Coletivo. Premiada em diversas categorias, criou parcerias artísticas fecundas como diretora e atriz. Atua em novelas, séries e filmes.

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